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MEDO DE QUÊ?MEDO DE QUEM? PARTE 2

MEDO DE QUE? MEDO DE QUEM?
PARTE 2
Em Que Pode Mais Afetar As Nossas Vidas A Caixa de Pândora Contemporânea?
Por Sylvio Neto


“ Outros há que acreditam que o Brasil
poderia chegar, com esforço, à situação de países
de dimensões médias, mais ou menos bem sucedidos,
e citam os casos de Portugal, Espanha, Grécia e Itália
como exemplos a emular.
Todavia, o destino da sociedade brasileira
 jamais poderá ser médio, tendo em vista as dimensões
de seu território, de sua população e de seu PIB;
 sua localização geográfica e os desafios
de suas disparidades sociais
e de suas vulnerabilidades externas.
O destino brasileiro será de grandeza ou caos.
 Apenas o Brasil, os Estados Unidos e a China
 estão, ao mesmo tempo,
 na relação dos dez países de maior território,
dos dez países mais populosos
 e dos dez países de maior PIB do mundo(...)”
Brasil, Argentina e Estados Unidos - Reflexões sul-americanas/Samuel Pinheiro Guimarães

"Há um potencial incalculável
 para estreitarmos as relações.
Está nascendo uma nova geopolítica internacional.
Precisamos dar água, impulsioná-la."
 PRESIDENTE VENEZUELANO, HUGO CHAVES

As alianças que tem sido delineadas para a eleição de nosso próximo presidente tem sido a sublimação do pragmatismo, mesmo o meu/nosso PT (ou o deles), tem buscado o caminho do “tudo pelo poder” para assim consolidar sua estada lá, com a “ esperada?” re-eleição de Lula. É preciso pensar e olhar para além da re-eleição e do pragmatismo utilizado para a sua conquista, pois que a grande dúvida é: e a governabilidade?.
È certo que a renovação do Congresso Nacional será grande. Também é certo que o PT não conseguirá fazer um bom número de Deputados Federais, salvo acordo e entrega muito grandes, que hora parecem ser inegociáveis pois seria preciso contar com as cadeiras da oposição e diga-se em alto e bom tom PSDB e PFL, em tom mais leve poder-se-á dizer: de outras legendas. Sendo assim, como fará o grande negociador e antigo senhor dos sindicatos, nosso presidente para negociar o que é preciso negociar no ambiente interno e externo e para continuar a desenvolver o Brasil, para consolidar e gerir as graves necessidades e interesses regionais por conta das ações sociais, econômicas e políticas desse imenso sub-continente chamado Brasil?

A população carcerária brasileira é dona de uma densidade demográfica diametralmente oposta a da correspondente densidade demográfica brasileira que está muito abaixo dos 100 hab/Km2, na verdade exatos 19,92 hab/km2. É óbvio que nas áreas metropolitanas e nas que apresentam um bom grau de desenvolvimento, os chamados grandes centros, esta máxima tem outra realidade pois são áreas ecumênicas, por serem áreas de atração. O grande formigueiro humano do Brasil é Brasília, com seus 400,74 hab/km2. Apresenta-se terrivelmente desabitado com vastas áreas desocupadas, principalmente, a região Norte, por conter  recônditos de difícil acessibilidade, portanto, anecúmenas por serem de repulsa populacional e econômica (salvos é claro os interesses da biopirataria e do extrativismo vegetal e mineral) – Roraima é o campeão do Brasil em termos de vazio populacional, 1,74 hab/Km2
A população carcerária brasileira conta hoje com quase meio milhão de presos ( na verdade exatos(?) 361.402 presos, um terço deles alocados em São Paulo, ou seja nada menos que 138.416 um verdadeiro formigueiro humano, parecido com as ruas da Índia ou da China. Segundo o Cientista Social Luiz Eduardo Soares,  ex-coordenador de segurança Pública, Justiça e Cidadania do Rio de Janeiro e ex-secretário Nacional de Segurança Pública em menos de dez anos esta população, carcerária, chegará ao estrondoso e assustador número de um milhão de presos e mesmo com o prometido reforço de estabelecimentos prisionais, será um grande booom. A taxa de crescimento carcerário é muito maior que os 1,93% da taxa de crescimento populacional anual brasileira que chega a assustar.
“Se os números dos últimos anos servirem como indicação, a população carcerária do Brasil continuará a crescer e, mais provavelmente, superará a expansão da capacidade prisional. O déficit na capacidade instalada cresceu 27% entre 1995 e 1997, enquanto a capacidade total dos presídios cresceu apenas 8,1% durante o mesmo período

A Mandados Incumpridos
A falta de vagas nas prisões é particularmente dramática quando considera-se o enorme número de acusados que livraram-se de cumprir suas penas, deixando essas penas pendentes. O Ministério da Justiça estimou, em 1994, que havia 275.000 mandados incumpridos, significativamente mais do que o número de presos detidos. Apenas em Brasília, o Ministério Público anunciou, neste ano, que dos 15.077 mandados de prisão foram autorizados em sua jurisdição nos últimos três anos, somente um terço foi de fato cumprido. Os acusados nos demais casos continuam foragidos. Obviamente, caso esses acusados fossem repentinamente encontrados e presos, as prisões explodiriam.” http://www.hrw.org/portuguese/reports/presos/superlot.htm
Os presos conseguem comandar de dentro das suas celas, a organização de rebeliões, o tráfico interno e externo de drogas, armas, alimentos e celulares, seqüestros, acharques, assaltos das mais diversas modalidades, compra e venda de armas em países com zona franca e também a recém inaugurada ou melhor recém adaptada ação terrorista, que inclui a morte de policiais e agentes penitenciários na porta de suas casas e/ou em serviço, a depredação de prédios públicos, incêndios criminosos e explosões. A outra história, o outro gráfico e as outras conclusões possíveis também assombram: “ o relatório “O Brasil Atrás das Grades”, em 1998, no qual detalha que várias doenças infecto-contagiosas, como a tuberculose e a Aids, atingiram níveis epidêmicos entre a população carcerária brasileira. O estudo revelou que os presídios seriam "um território ideal para a transmissão do HIV".

A recém estabelecida e frágil trégua (é preciso lembrar dos anos 80), com direito a cessar fogo entre os judeus israelenses e os árabes libaneses, encerra, pelo menos por enquanto durar, o terrível espetáculo de destruição e dor sofridos principalmente pelos libaneses alocados ao sul do Líbano, onde residem os guerrilheiros – aqueles que defendem com a vida a soberania das fronteiras físicas, religiosas, culturais e políticas de seus países são guerrilheiros ou patriotas?, são guerreiros nacionais ou cavalheiros? – tanto quanto por seus parentes e patrícios. Além disso há também a dor sofrida pelos que imputaram em seus homens e mulheres um pensamento nacional de soberania imperial que se associa a grande cruzada contemporânea, que atravessa os tempos desde a sua liberação do jugo inglês – na guerra das treze colônias – passando pela Guerra da Sesseção, Plano Monroe, New Deal, Big Stick, Acordos de Breton Woods, Plano Marshall, o SALT I e SALT II , Irã-Contras,  Strategic Defense Initiative - cognomeado de "Star Wars” e   tantas outras merdas imperialistas que cria este país chamado Estados Unidos da América, o grande vilão de tantos espetáculos de morte.
É certo que enquanto durar as ameaças de invasão, as ocupações  e mesmo as intervenções e retaliações ao mundo árabe, haverá alguma força contrária a reagir a tais fatos. A estas forças, o mundo Ocidental, ajoelhado aos pés do protestantismo calvinista de teor capitalista norte americano chama de terroristas. Uma excelente entrevista exibida pelo Programa Roda Viva da TVE/RJ e da TV CULTURA/SP na última segunda feira passada, dia 21 de Ago 06, mostrou as brilhantes teses sobre o assunto do escritor paquistanês Tariq Ali.
A cerca da dúvida levantada no parágrafo anterior Marighela escreve, em seu Manual do Guerrilheiro Urbano:
“Uma definição do guerrilheiro urbano
A crise estrutural crônica característica do Brasil de hoje, e sua resultante instabilidade política, são as razões pelo abrupto surgimento da guerra revolucionária no país. A guerra revolucionária se manifesta na forma de guerra de guerrilha urbana, guerra psicológica, ou guerra guerrilheira rural. A guerra guerrilheira urbana ou a guerra psicológica na cidade depende da guerrilha urbana.
O guerrilheiro urbano é um homem que luta contra uma ditadura militar com armas, utilizando métodos não convencionais. Um revolucionário político e um patriota ardente, ele é um lutador pela libertação de seu país, um amigo de sua gente e da liberdade. A área na qual o guerrilheiro urbano atua são as grandes cidades brasileiras. Também há muitos bandidos, conhecidos como delinqüentes, que atuam nas grandes cidades. Muitas vezes assaltos pelos delinqüentes são interpretados como ações de guerrilheiros.
O guerrilheiro urbano, no entanto, difere radicalmente dos delinqüentes. O delinqüente se beneficia pessoalmente por suas ações, e ataca indiscriminadamente sem distinção entre explorados e exploradores, por isso há tantos homens e mulheres cotidianos entre suas vítimas. O guerrilheiro urbano segue uma meta política e somente ataca o governo, os grandes capitalistas, os imperialistas norte-americanos.”
Evocações semânticas a parte que envolvem o vento, Jesus, o Marketing de Guerrilha, A Guerrilha da Paixão, Os Guerrilheiros da Natureza (GreenPeace) e as ações do Marcola e Fernandinho Beira Mar e as dúvidas entre a seriedade das Farc e outras forças de guerrilha semelhantes, ainda permanece  em mim a dúvida com relação a resposta.
Por conta da resistência que se encontra em alguns líderes latino americanos, principalmente dos alocados na América do Sul, contra o avanço e abusos norte americanos que ainda ousam empreender a máxima do Plano Monroe: “ A Américas para os americanos” , temos observado um certo calor na geopolítica sul-americana. Por conta disso se instala na tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina ) forças militares e da inteligência norte americana, com a desculpa de que é uma forte região de concentração árabe com professão da fé islâmica e portanto com grave potencial de terror (Na região da Tríplice Fronteira, vivem e trabalham entre 10.000 e 30.000 imigrantes árabes, que foram minuciosamente investigados desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.).
A verdade é esta e mais outras...Com o fim dos governos militares e com os processos de globalização e regionalização as fronteiras passaram a ter um caráter mais político e menos militar com beligerância multilateral, a união das idéias entre  a formação de uma Comunidade de Segurança Regional, que vá reforçar a ação contra o narcotráfico e a devastação ambiental, com certeza sugere aos donos do mundo uma concentração de forças desagradável.Com um cenário geopolítico bastante diferente do que se pôde observar a trinta anos atrás, quando imperava na região quase uma dezena de ditaduras militares, o clima de desconfiança de outrora transformou-se em argumento de regionalização dos problemas comuns, e o protecionismo norte-americano no que tange aos incentivos a agricultura é um deles.
As fronteiras, antigas fortalezas são hoje, na América do sul, muros com portões e as rivalidades históricas entre, Brasil e Argentina (pela hegemonia do continente) e  Peru e Equador (por questões territoriais) são hoje tratadas diplomaticamente com a renovação da confiança multilateral.
Um modelo próprio de desenvolvimento que hoje se articula entre os países da América do Sul, assusta aos irmãos(?) da parte rica da América, Os E.U.A, tanto quanto lhes assusta o discurso daquele que puxa o bonde, o Presidente Venezuelano Hugo Chaves. Na Primeira Reunião Plenária de Chefes de Estado e de Governo da Cúpula América do Sul – Países Árabes, articulada pelo presidente Lula, Chávez citou vários líderes do mundo Árabe e Ocidental para demonstrar a necessidade de que os dois blocos participantes do evento, de atreverem-se a ousadia da construção de um modelo próprio de desenvolvimento: "Há um potencial incalculável para estreitarmos as relações. Está nascendo uma nova geopolítica internacional. Precisamos dar água, impulsioná-la."
O presidente da Venezuela acredita que o caminho da integração Sul-Sul foi interrompido depois da queda da União Soviética, quando os Estados Unidos teriam "obrigado o mundo a adotar o seu modelo". Chávez defende um modelo próprio, "comprometido com a história, tragédia e futuro dos países árabes e sul-americanos".
O epicentro de uma possível grande crise sul-americana com o império está na Colômbia, na Venezuela e no Equador (o triângulo radical), mas também existe um crescente descontentamento esquerdista e nacionalista em países vizinhos chaves, especialmente no Brasil e no Peru.
O perigoso mal exemplo que esse triangulo radical produz para o desenlace  feliz dos planos de hegemonia política  e econômica na região da América do Sul e Central, existe por conta de que  e as guerrilhas e os movimentos populares (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN)), representam um sério desafio político e social para a supremacia norte-americana na região, e a Venezuela representa um desafio diplomático, econômico e político no Caribe, por sua liderança na OPEP e sua política externa não alinhada.
Com o mundo pegando fogo acima de nossas cabeças na parte Norte do Hemisfério, com o ambiente interno efervecente, com os vizinhos a delinear em conjunto ações de interesse e enlevo regional que passam a ferir os interesses daqueles do mundo temperado tanto na Europa quanto na América Anglo Saxã...Vale o ditado popular: Se correr o bicho pega , se para o bicho come.
Caio, meu único filho, completou este mês 15 anos. E dana-se a pedir para estar nas micaretas da moda. Ai, ai, ai, ia, ai...Medo no pai, medo na mãe, mas eu pergunto: medo do que? Medo de Quem?
Todo o texto e m seus blocos particulares estão amarrados a falta de ética ou a uma ética particular necessária a combater a que falta. Todos os blocos amarram-se em torno da covardia, da tentativa de subverter, falta moral. Medo então de que? Medo então de quem?
O projeto mensal de poesias: POESIA DE BE NA VARANDA, não aconteceu no mês de agosto por conta da falta de recursos deste e de seus amigos e companheiros, uma vaga solidariedade surgiu dos poetas, prosadores e músicos que se mostram orgulhosos de fazerem parte desta vanguarda na Belford Roxo, dos mitos e dos políticos que não “ Botam a Cara” ( veja texto em www.recantodasletras.com.br/autores/sylvioneto). Um pedido ouvido por um político que deu demonstrações de atender as necessidades e recursos financeiros para a realização do projeto e uma oferta da acessória de uma política local, foram desprezados por este, com o medo do comprometimento: ahá, a ética e a falta de ética. Já revelei a falta de ética no texto 1, a falta de ética ideológica vai para o travesseiro, corta o sono. Do todo devora-me o medo...Medo de Que? Medo de Quem?
Sua Santidade o Dalai-Lama, em seu Ética Para O Novo Milênio:
"Quanto mais coisas vejo no mundo, mais claro fica para mim que, sejamos ricos ou pobres, instruídos ou não, todos desejamos ser felizes e evitar os sofrimentos.
Constato que, de modo geral, as pessoas cuja conduta é eticamente positiva são mais felizes e satisfeitas do que aquelas que se descuidam da ética”
E então???De onde vier a ajuda será ela bem vinda: O POESIA DE BEL NA VARANDA, quer ser ajudado...Para continuar a encantar com seus cantos, com suas rimas, com seus versos e com sua atitude política positiva, sem ser palanque de ninguém é claro!

Palavras de ordem, para subverter a massa
Palavras de amor, para acalentar a paixão
Palavras de ódio, para desgovernar o desgoverno


Sylvio Neto
Enviado por Sylvio Neto em 29/08/2006
Código do texto: T227935
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Sobre o autor
Sylvio Neto
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
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Sylvio Neto