CapaCadastroTextosÁudiosAutoresMuralEscrivaninhaAjuda



Texto

O QUE É O ÓDIO?

                                                      O que é o ódio? O ódio é um sentimento conflituoso, tempestuoso, forte e arrogante. Que se mistura com aquilo de mais vil, que é capaz o ser humano. O ódio é combustível volátil, que alimenta a violência, o ciúme, a inveja, o sentimento de superioridade, a loucura, o medo, a vingança. O ódio é muitas vezes o embalo que falta para lançar o homem em direção à maldade. É sentimento sorrateiro, que se camufla entre os outros sentimentos, o tempo todo, e por isso muitas vezes é flagrado tão próximo do amor e do ciúme e tantas outras vezes se esconde por trás da vingança e da inveja. Assim é o ódio.
                                                      Mas o ódio apesar de ser combustível que move outros sentimentos é muitas vezes corrosivo e termina envenenando a máquina humana que se move em direção a sentimentos vis. O ódio envenena o poço, esteriliza o coração, muitas vezes impedindo que sentimentos bons venham à superfície e novamente brotem na alma humana. Por isso sentir ódio pune muito mais quem o sente do que o ser odiado, se torna um verdadeiro circulo vicioso.
                                                      O ódio é planta fértil, nasce nas mais inusitadas situações. Nasce do convívio familiar, nasce das mais ternas amizades. Das relações mais profundas costuma surgir muitas vezes o ódio mais arraigado na alma, o ódio mais irracional. O ódio nasce até mesmo do amor, como um dia escreveu um autor desconhecido: "O amor perguntou ao ódio: Porque me odeias tanto? O ódio respondeu: Porque um dia eu te amei demais". Eis aí o ódio na tênue fronteira que o separa do amor. Quantas vezes não vemos a inveja da superioridade do outro nos corroendo e virando o mais mortal ódio? Quantas vezes não despertamos o ódio alheio apenas porque amamos a nos mesmos com afinco? O ódio nasce fácil, nas situações mais incomuns.
                                                      O ódio é uma raiva constante, intensa, e muitas vezes oculta, que não nos deixa ceder facilmente ao primeiro chamado da razão. É um sentimento que embota os sentidos. Sentimento que cega a visão da realidade. Sentimento que faz o paladar sentir tão somente um gosto metálico e amargo na boca. Sentimento que tapa os ouvidos aos argumentos sólidos da paz e do bom senso.
                                                      O ódio é venoso. Muitas vezes deixa um gosto amargo na boca de quem o sente. Outras tantas vezes além do gosto amargo aprisiona o odioso algoz e chega em casos extremos a tornar quem odeia escravo de seus sentimentos vis. O ódio corrompe a alma humana. Faz com que a mente humana desça às profundezas da ignorância e da loucura para então voltar à superfície odiando o próximo. Assim é o ódio.
                                                      A grande verdade é que quando sentimos ódio por alguém, estamos enxergando a nós mesmos nos olhos de quem odiamos e no fundo estamos odiando a nós mesmos, estamos odiando aquilo que estamos vendo refletido no colorido dos olhos do outro.
                                                      O ódio é um sentimento que precisa ser evitado, pois é um grande obstáculo ao progresso e à paz espiritual, tanto individual, quanto coletivamente. O ódio nos afasta da evolução como seres humanos, pois nos faz perder a sabedoria nas decisões, o equilíbrio nas ações e a moderação nas palavras. Com o ódio residindo no coração, a pessoa perde o sentido de justiça e, por conseguinte, torna-se egoísta, invejosa, ciumenta, o que retroalimentara o ódio que já existe fazendo-o aumentar mais ainda.
                                                      Devemos sempre refletir sobre as respostas. Devemos sempre sopesar os motivos que nos levam a tomar esta ou aquela atitude. Devemos sempre relevar certas atitudes alheias, certas palavras, sob pena de o ódio aparecer e começar lenta e lentamente a “envenenar o poço” dos nossos sentimentos, depois envenenar nosso coração, finalmente envenenar nossa alma e por fim envenenar tudo e todos à nossa volta.
ADRIANO ALVES
Enviado por ADRIANO ALVES em 26/05/2010
Código do texto: T2281184

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Sobre o autor
ADRIANO ALVES
Territórios Franceses do Sul
107 textos (448184 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/04/14 21:26)