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A U L A S E H I N O S




Iniciou-se mais um ano letivo e o clamor do magistério parece perpetuar-se. Recomeça a discussão sobre o nascer do ovo e da galinha: o ensino não é o ideal devido aos baixos salários dos professores, ou são pagos aviltantes salários em razão da precariedade do ensino? Nessa briga de mar contra rochedo, os mariscos (alunos) seguem o triste destino de tão conhecida história. Passam anos, décadas e sentimos uma população cada vez menos alicerçada na bem querência da Pátria. A xenomania grassa, e o idioma português, com seu rico vocabulário, vê-se usado em não mais do que cento e quarenta verbetes, dentro da faixa etária dos quinze aos trinta anos.
Alucinação? Talvez; mas, às vezes, me questiono se não é justamente a permanência deste quadro caótico que alguém, ou alguma instituição, interna ou externa, deseja fomentar:  a não reversão.
Sou da opinião de que a classe dos professores deveria ser das mais bem pagas, essencialmente no ensino básico. Diz-se que os filhos devem ser orientados em casa pelos pais ( pai e mãe); e por que mais de noventa por cento dessa classe do magistério é composta por mulheres? Ao homem (professor) não caberia, a exemplo do pai, acompanhar e orientar o jovem estudante? Entretanto, ocorre que o homem tem de “trabalhar” para manter a casa e a mulher “faz bico” no magistério. É, possivelmente, uma das maiores afrontas e vergonhas de uma Nação.
Perspectivas para alterar este quadro somente a longo ou médio prazo, formando-se verdadeiros patriotas. O primeiro passo é o ensino e o culto dos símbolos pátrios (aliás, uma das metas do MTG). E, o maior investimento que os (as) professores (as) podem fazer, no sentido de valorizar a sua classe laborial, é ministrar o canto diário dos Hinos Nacional e Estadual, com hasteamento e arriamento das respectivas Bandeiras. Esses futuros cidadãos, então adultos e instituídos de cargos executivos e legislativos é que saberão/poderão dar a legítima e digna remuneração aos mestres. Não atinge-se o cume da montanha sem subir-se o primeiro metro. Portanto, professores, invistam em si próprios; por cinco minutos diários esqueçam o currículo que muitas vezes tem de ser aplicado “goela à baixo”. Façam seus alunos cantarem corretamente nossos hinos, criando neles um sentimento pátrio, e estarão legando à sociedade pessoas que vejam nos professores a base da formação da cidadania; e a vossa classe, em breve futuro, terá o respeito e patamar que merece.
Escrito isto, não faltará alguém para lembrar a fome, a violência, a impunidade, a corrupção e outros males que tais. Bueno, insisto, somente pessoas bem formadas no caráter cívico terão igualmente condições morais para combater essas pragas. Vai daí que ...
Cláudio Pinto de Sá
Enviado por Cláudio Pinto de Sá em 30/08/2006
Código do texto: T228550
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Sobre o autor
Cláudio Pinto de Sá
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 69 anos
163 textos (23329 leituras)
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Cláudio Pinto de Sá