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R E A L I D A D E

   
Não gosto nem de pensar, que a vida vou sepultar. Realidade bem dura, “viver” numa cova escura onde não existe nada, onde não existe ar. E o pior não é isso, é fugir dos compromissos, dar adeus à companheira, parar de escrever besteiras,  esquecer a poesia e ficar só na noite fria.
Um pouco pior ainda, é se sentir apertado num buraco pequenino de uns poucos palmos quadrados.
Ouvi dizer que os poetas, são sempre bem recebidos quando chegam lá no céu, e que, aqueles que não escrevem,  na hora da entrevista, acabam discriminados e  vão parar no fogaréu.
 Existe uma seletiva, e a poesia é o passaporte, a própria essência da vida. Dessa vida, tão doída, dessa vida, além da morte.... O  grande sábio, Horácio, já dizia no seu tempo, que entrar no céu não é fácil. É preciso pistolão, pistolão para o ingresso, e quem sabe, para o regresso, numa situação futura. Eu acho que isso aí, já é tráfico de influências. E onde está a coerência e a correção de atitudes, honestidade e outros bichos, que aprendi na juventude?  Parece que lá em cima, no plano superior, tudo é bem parecido, com a vida aqui na Terra, só que lá existe o amor. Nada disso é novidade. A vida não é moleza, e pela própria natureza, o meu dia vai chegar... O seu também, meu caro amigo, preste atenção no que digo.  A morte é a cura da vida / ditado mais certo não há / se a vida é a morte lenta / porque sofrer e chorar? Lá se foi a nostalgia, deu espaço à poesia, nesta madrugada fria. É bom parar com esse assunto, nós vamos virar “presunto” que a terra vai consumir ... E é bom  parar com a fofoca, chega de conversa fiada. Não tem jeito mesmo, vamos tomar chá de sumiço, abandonar os compromissos, virar comida de minhoca. A vida continua... Além da vida também? Não temos essa certeza. Dizem que quem não morre não vê Deus. Bom,eu não estou com pressa alguma...Viver é uma arte, morrer um desperdício... Em alguns casos,como por exemplo as doenças degenerativas como o câncer, a "morte é realmente a cura da vida". Um alívio para o enfermo, e para a sua família, um presente de Deus. Pense nisso...
 
Jorge Gil
Enviado por Jorge Gil em 01/09/2006
Reeditado em 14/04/2007
Código do texto: T230001

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Sobre o autor
Jorge Gil
Goiânia - Goiás - Brasil, 79 anos
867 textos (45738 leituras)
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Jorge Gil