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UM CAFEZINHO COM TORRADAS, FESSORA?

     Nestes momentos finais quem realmente tem o ‘carisma’ pela Educação que sente a falta destes adolescentes (muitas vezes chamados de aborrecentes) inquietos.
     A escola já não tem mais o seu brilho de dias atrás. O silêncio que tanto pedíamos antes agora reina absoluto. Os que o ‘perturbavam’ são aqueles que tentam – assim como nós – extravasar o desejo de dizer: “Quero continuar aqui!”
     Mesmo não querendo aceitar, mesmo estando cansados, exaustos, o pó – sentimos falta daquele burburinho (que muitas vezes são extravagantes, estrondosos) – mas como bom ser humano: precisamos de boas férias – e merecidas!
     Outro dia, como todos têm conhecimento, dezembro a escola já entra em decadência: bem entendido – os alunos ‘bons’ já começam a ficar em casa (e lá em casa com o meu pequeno já rezei o bom sermão: aulas são de fevereiro a trinta de junho e de agosto a trinta de novembro) e notei que uma colega estava só na sala e estudando para um concurso e, na sua aplicação e correria do dia-a-dia colocou sossegadamente os pés numa cadeira para descansá-los (aqui no Interior de São Paulo o calor é imenso e se não parar um pouco não há quem agüente) – e lá passou um formando – que por sinal saiu-se bem no final do Ensino Médio e disse:
     - Quer um cafezinho com torradas, fessora?
     Nada mais justo a um profissional de alto nível e exigência como é o professor que tivesse a boa e inesquecível garrafa de café junto à mesa, acompanhado de boas torradas com manteiga – mas, sem muitos comentários, até o café que tomamos na hora do intervalo temos que pagar!
     Voltando ao cafezinho sugerido pelo aluno – acompanhado de boas torradas – não seria nada ruim! Mas penso que se o tal ficasse na sala de aula não ficaria apenas para o professor (assim como sucede nos gabinetes:quem chega é servido) – imagine servir quarenta alunos! Um ato agradável, mas um pouco...
     Bem, creio eu, o melhor é deixar na sala dos professores, mas sem custos. E eu, que sou “caidinho” pelo líquido preto, diria: “Um café forte, por favor!”

     07 de Março de 2003.
Prof Pece
Enviado por Prof Pece em 09/09/2006
Código do texto: T235936
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Sobre o autor
Prof Pece
Araçatuba - São Paulo - Brasil, 46 anos
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