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Luta

Fizeste-me sonhar e fizeste-me cair. Elevaste-me ao cume do paraíso e deixaste-me penetrar no vale dos infernos. E por isso te odeio. Te odeio por tanto te continuar a amar.
Fizeste-me sofrer como louca, fizeste-me amar como nunca, fizeste-me viver para depois me deixares em ti morrer.
Porque me fazes isto? Será que sabes o quanto sofro? Por vezes sinto que não existo por tua existência não procurar o meu viver, em ti perdido…

Pior que isto, só não sofrer…

E venha até mim essa ausência de sofrimento se é isso que mereço. E são lágrimas tuas que peço só para saber que te posso fazer viver…

Porquê amar, para quê sofrer?
A vida é um mar em que a ultima maré é morrer.

Vivo e morro como as ondas da maré. Como se uma lua controlasse o meu viver. E tu apoderas-te do meu sofrer.
Parto agora para longe, para o fim desse poder. Parto para onde não me faças sofrer. E procuro forças para correr. Quero fugir, partir, mudar, respirar!
Quero-me libertar, quero deixar de te amar!

E por isso luto com todas as poucas forças que tenho. E não quero vencer. Essa é a maior dor que me faz morrer. Não quero vencer!

Não tenho vontade, e contra ela luta a razão, com espada em punho e toda a devoção.
Contra essa falta de vontade em deixar de te amar, contra esse desespero por me fazeres ter um lento e doloroso em ti morrer…

Mas a razão esta a mandar, quer viver!
Qual delas irá vencer?
Sónia Granja
Enviado por Sónia Granja em 09/09/2006
Código do texto: T236220
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Sobre a autora
Sónia Granja
Portugal
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Sónia Granja