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ET - UM TAL GAROTO QUASE LOUCO

     Nos anos oitenta o tal garoto sempre aparecia na escola com roupas esquisitas.
     Imaginavam-no um louco, ninguém falava e nem tocava nele, exceto o pequeno garoto de óculos de aro de metal. Parecia um bobo, mas era muito legal – afirmava sempre o pequeno garoto de óculos de aro de metal; mas mesmo assim era louco.
     Este tal garoto quase louco acreditava em seres estranhos, esquisitos. Afirmava convicto que via seres de outros mundos, como os extraterrestres. Mas poucos davam crédito para o que falava.
     Mas tudo tem o seu tempo determinado, e, sem muitas explicações, entra uma nova aluna na sala. A professora designa que a tal aluna deva sentar-se atrás deste tal garoto quase louco.
     A conversa logo pega ritmo e os dois estão a papear. Todos estranham o fato, mas a verdade é que o tal garoto quase louco se deu bem com a nova aluna. No intervalo passam juntos os momentos – que são poucos.
     No final da aula o tal garoto quase louco convida a nova aluna para assistir filmes de monstros e de seres extraterrestres – tinha uma bela coleção. A aluna nova não titubeia e aceita o convite. Marcam para a tarde daquele mesmo dia.
     O tal garoto quase louco balbucia algumas palavras com o pequeno garoto de óculos de aro de metal. O sinal bate e o garoto quase louco sai rapidamente da sala em direção de sua casa.
     A tarde logo chega e a nova aluna se apresenta no portão da casa do garoto quase louco. Começam a assistir o filme predileto: “The monstroids”. Repentinamente a nova aluna pede para ir ao banheiro – e o garoto quase louco indica o banheiro no final do corredor.
     Minutos depois um som estridente pousa sobre a casa do garoto quase louco. O garoto quase louco abre a janela da sala e vê a tão sonhada nave – do banheiro sai a pequena extraterrestre:
     - Eu vim te buscar.
     E o garoto quase louco sobe na nave para nunca mais ser visto.
     A busca foi enorme, mas horas depois acharam um bilhete no banheiro: “Fui visitar os extraterrestres – demoro voltar.”
     Na escola o reboliço foi enorme quando o pequeno garoto de óculos de aro de metal disse que chegara a conclusão que a nova aluna era uma extraterrestre.

     25 de abril de 2003
Prof Pece
Enviado por Prof Pece em 10/09/2006
Código do texto: T236837
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Sobre o autor
Prof Pece
Araçatuba - São Paulo - Brasil, 45 anos
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