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Vinicius de Moraes

Falar sobre o “Poetinha” brasileiro, como era conhecido Vinicius de Moraes, implica, acima de tudo, ter-se uma visão extra-física do mundo e de tudo. Pela afinidade de espírito e admiração que tenho sobre esse  grande mito, arrisco-me a dizer que o considero o mais poeta dos poetas. Como é do conhecimento de seus inúmeros fãs, além de poeta, foi crítico de cinema, jornalista, foi um baita de compositor, excelente  intérprete e diplomata de grande envergadura. É considerado um dos criadores  do movimento musical, conhecido como Bossa Nova, que revolucionou o país a partir dos meados dos anos cinqüenta. Sua vida foi marcada por grandes transformações, que vão desde as várias uniões matrimoniais, às constantes incursões pelos caminhos da arte. Sua vida boêmia serviu de referencial para muitos jovens de minha geração, inclusive para este escrevinhador. Espelhei-me muitíssimo na vida do Poetinha, cuja vida artística acompanhei por longos anos. Em suma, todos daquela época queriam imitar o grande, Vinicius. Considero-o a mais real e clara expressão do carioquismo. Ele faz parte do espírito carioca, e, por isso só, merece ser eternamente  lembrado; cantado e recitado  pelos filhos de São Sebastião do Rio de Janeiro como de fato o é, e  pelo resto do mundo à fora.

Além de vários livros publicados, teve sua obra, Orfeu da Conceição transformada em filme por Macel Camus, intitulado, Orfeu Negro, ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Ganhou também com este, o Oscar de Hollywood. Participou de muitos Festivais Internacionais de cinema. Enfim, exerceu grande atividade intelectual. Nascido no Rio de Janeiro em 19/10/1.913, veio à óbito nessa cidade no dia 09/07/1.980. Vinícius de Moraes jamais será esquecido, muito pelo contrário, se imortalizou em seus poemas e composições musicais. O site: www.memoriaviva.digi.com.br, para matar a saudade de todos nós,   colocou à disposição dos internautas, alguns poemas na voz do próprio Vinicius.

Para encerrar essa rápida incursão sobre a poesia, nada melhor do que relembrarmos o Vinicius dessa maneira:
“Para isso fomos feitos: para lembrar e ser lembrados; para chorar e fazer chorar, para enterrar os nossos mortos – Por isso temos braços longos para os adeuses; mãos para colher o que foi dado, dedos parvar a terra.
Assim será a nossa vida: uma tarde sempre a esquecer; uma estrela a se apagar na treva; um caminho entre dois túmulos – Por isso precisamos velar, falar baixo, pisar leve, ver a noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer: uma canção sobre um berço, um verso, talvez, de amor; uma prece por quem se vai – Mas que essa hora não esqueça e por ela os nossos corações se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos: para a esperança no milagre; para a participação da poesia; para ver a face da morte – De repente nunca mais esperaremos...Hoje a noite é jovem; da morte, apenas nascemos, imensamente.” (Poema de Natal de Vinicius de Moraes).

















Amarú Inti Levoselo
Enviado por Amarú Inti Levoselo em 11/09/2006
Reeditado em 15/12/2007
Código do texto: T237955

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Sobre o autor
Amarú Inti Levoselo
Goiânia - Goiás - Brasil, 74 anos
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Amarú Inti Levoselo