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Um certo amigo meu

Um certo amigo meu, trabalhava como entregador, em uma pizzaria. Todas as noites, das 18 até às 02 horas da manhã, ele cortava a cidade, com sua moto, entregando pizzas.
Sempre que nos encontrávamos, ele estava triste, abatido e com as mesmas lamentações. “Este emprego é muito chato. Andar de moto durante a noite, pela cidade, tomando vento no rosto; ter que entregar várias pizzas, para várias pessoas diferentes, cada uma com um humor. E algumas dessas pessoas ainda puxam conversa, querem saber como foi o meu dia, se eu penso em mudar de emprego, se está chovendo, se o sol estava quente durante a tarde, etc... Não aquento mais isso”.
Em um determinado dia, encontrei com meu amigo, como sempre, de cara fechada. “Acho que agora as coisas irão melhorar. Mudei de emprego. Estou trabalhando em um escritório. O salário é o mesmo, mas não preciso sair o tempo todo. Fico somente no escritório fazendo serviço administrativo”.
Alguns dias depois, lá estava o meu amigo reclamando do seu novo emprego. “Não agüento mais. Sabe o que é ficar fechado o dia todo, em uma minúscula sala, sem tomar sol, nem sentir o vento no rosto? Chego pela manhã, mergulho em uma pilha de papéis e só saio à tardinha. Converso todos os dias com as mesmas pessoas, ou melhor, só as vejo, porque ninguém quer conversar. Quando puxo algum assunto, percebo que as pessoas respondem secamente, como querendo dizer – não estou a fim de conversa. Como seria bom poder andar pelas ruas, sentir o vento no rosto e conversar com outras pessoas”.
Tem pessoas que parecem que nasceram somente para reclamar. Não importa o que façam, onde estejam ou com quem estejam, para elas, nada está bom, nada as satisfaz. Com certeza, se esse meu amigo não repensar as suas atitudes, continuará reclamando dos próximos empregos, das novas pessoas que conhecer, da chuva, do sol, do calor.
E você? Conhece alguma pessoa assim? Espero que você não seja uma delas...
Délcio Mores
Enviado por Délcio Mores em 15/09/2006
Código do texto: T240751
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Délcio Mores
Guarapuava - Paraná - Brasil, 51 anos
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Délcio Mores