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AS FORMIGAS

                                       
Mais uma vez os seres vivos, criados por Deus, me chamaram a atenção, ao amanhecer do dia, enquanto fazia  a minha oração matinal diária. Ali, num canteiro do nosso jardim, vi as folhas das roseiras cortadas, picadinhas mesmo. Fui até lá para verificar o que estava acontecendo, e me deparei com um formigueiro. Parei, e curiosamente fiquei observando a ação de cada formiga. Que trabalho sensacional! É impressionante! Uma organização invejável! Enfileiradas como alunos na entrada de uma escola ou como soldados, em pelotões, se dirigiam a certo lugar, carregando sobre si fardos muitas vezes maiores que elas.
A solidariedade entre elas  é admirável: muitas se agrupam para levar um besouro muito pesado, outras carregavam com muita dificuldade um pedaço de biscoito; todas trabalhavam em mutirão, buscando o bem comum. Que lição para nós, os seres humanos que somos sempre tão egocentristas, tão egoístas, tão ambiciosos.

Ali eu meditei na Palavra de Deus, que em síntese é o “amor”.Este gesto vivido entre aqueles seres irraci-onais, enquanto nós, os racionais, quase nunca somos capazes de vivê-lo.

A comunicação entre elas é realizada para o êxito da missão. As que vêm em direção contrária são paradas pelas companheiras para cumprimentos, para repasse de ordens e ou para serem advertidas dos perigos e das necessidades da comunidade.

Mais uma vez eu pensei no desencontro dosa homens e mulhe-res dos dias atuais. Dentro da mesma repartição ou da mes-ma pastoral ou movimento de Igreja as pessoas não se enten-dem, pelo contrário, se dividem formando grupinhos que agem independentemente e, uns contras outros ao invés de colocar-se a serviço do Reino de Deus. Não entendem ainda a mensagem: somos membros de um mesmo corpo, cada um neces-sita realizar a sua parte e deixar que o outro cumpra o seu dever.Ninguém deve ou pode se sobrecarregar absorvendo a função do irmão.Todos somos úteis, importantes e únicos, cada um dentro da sua capacidade e limitação.

Procuremos como as formigas cumprir a nossa tarefa, com responsabilidade e, sobretudo com fidelidade e amor.

marineusa
Enviado por marineusa em 16/09/2006
Código do texto: T241392

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Sobre a autora
marineusa
Brejo Santo - Ceará - Brasil, 71 anos
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