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DEZILUZÃO ou DESILUSÃO

          Cheguei a pensar que o “para sempre” existia, mas percebi que o “para sempre” não sei se existe.
          Pensei que algumas coisas eram para sempre, ainda que mudassem com o tempo. Mas quando elas se foram percebi que isso era ilusão minha. Então descobri que nada sei, ou se sei algo, é tão pouco que nem sei descrever.
          Tempos passados pensei que sabia escrever, mas me dei conta que não sei. O que tento fazer, e ainda fica muito ruim, é colocar algumas palavras, uma ao lado da outra, mas a sabedoria de cada palavra, mostram-me que elas não podem ser dominadas por mim.
          Pensei então que sabia pensar e acabei concluindo (pela lógica, é claro) que o que faço é nada mais que repetir pensamentos e idéias que li ou ouvi por aí. Isso é pensar?
          Pensei que sabia ler e interpretar, mas o que consigo fazer, as vezes, é repetir algumas frases que li e nada mais.
          Certa vez fui levado a pensar que era alguém e então descobri que eu apenas sou um número a mais na multidão e que nada adianta eu querer ou tentar imaginar que eu seja alguém. Não sou nada.
          Cheguei a pensar que sabia rezar, mas a cada dia me dou conta que ainda não sei rezar de verdade. O mistério de Deus que me envolve é maior que minha pobre mente pode conceber. Mas eu tento e quero aprender a rezar de verdade, sentir Deus e perceber Deus em tudo e em todos.
          Ah! Já ia me esquecendo...
          Pensei que algumas pessoa que conheci eram minhas amigas, mas me dei conta que para elas eu não sou ninguém. Por piedade, ou sei lá porque, elas olham e sorriem pensando: “Pobre cara! É maluco e pensa que é feliz!” Por ingenuidade pensei que estas pessoas eram amigas, mas me enganei. Não fui capaz de perceber isso antes.
          Talvez o dia que acabar minha ignorância, ou ao menos diminuir, eu me convença que sou algo ou alguém. Por enquanto sei que nada sou, apenas um pobre ignorante tentando ser feliz.
          Invejo você que leu essas palavras e entendeu o que escrevi e descobriu que nada sou. Eu nem isso consigo fazer. Sei que ainda estou iludido, mas aos poucos vou aprendendo que sou um nada e nada mais.
          Ah, já ia esquecendo que nem sabia escrever o título certo. Em vez de D E Z I L U Z Ã O, o correto é D E S I L U S Ã O. São coisas da minha ignorância.
         
                                       *********

          Peço desculpas aos leitores(as) e outras pessoas que me são caras, por estas palavras. Apenas quis descrever um pouco das minhas desilusões.
          Reconheço e agradeço o carinho de todos(as), mas sei que sou tão pouco que nem sei descrever. Reconheço que as pessoas são um dom de Deus e que têm me ajudado neste trabalho de crescimento que só acabará com a minha vida. Àqueles que são amigos(as) de verdade peço desculpas pela falta de sensibilidade em perceber isso, mas agradeço pelo carinho manifestado.

          Talvez, algum dia, eu serei alguém!
          O que fazer???


Hermes José Novakoski
Farroupilha, setembro de 2006

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Hermes José Novakoski
Enviado por Hermes José Novakoski em 17/09/2006
Reeditado em 11/02/2008
Código do texto: T242227
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermes José Novakoski
Marituba - Pará - Brasil, 35 anos
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