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Minha esposa foi para Santos em viagem de recreio e lá se hospedando em residência de parentes, minha tia percebeu que o nosso filho caçula estava com problema de audição. 

Após me comunicar, resolvemos que elas fossem até São Paulo na busca de um especialista. 

Ambas tomaram o ônibus e subiram a serra para a necessária consulta. 

Ao passarem por uma loja, o garoto viu um brinquedo e insistia que lhe comprassem. 
Dada a situação crítica da consulta, a ansiedade , a despesa de que tais porcedimentos adviriam, optaram para aguardar e mais tarde e em momento oportuno realizar a vontade do menino. 

Após a consulta e consequentes exames clínicos, realizados com extrema dificuldade, em função da rebeldia do garoto, elas vão ao Terminal Rodoviário para regressarem à Baixada Santista. 

O garoto repetia que queria o brinquedo e elas na tentativa de enrolá-lo. O mesmo já sendo de difícil trato, ainda não vendo seu pedido atendido, começa a dar escândalo por qualquer motivo. Ao tentarem entrar no ônibus para regressarem, ele insiste no brinquedo e se recusa a tomar o mesmo. 

Vendo o barulho, um policial se aproxima e pergunta o que está acontecendo, à que o garoto afirma estar sendo sequestrado por aquelas duas senhoras, "ESSAS DUAS BRUXAS " 

As mesmas negam dizendo serem mãe e tia e o policial pede os documentos para averiguação. 

As duas, extremamente nervosas, não conseguem encontrar os documentos do garoto, a certidão de nascimento ou outro qualquer que provasse ser o menino seu parente e estar à seus cuidados. 

O policial estava a ponto de acionar uma viatura e deter os tres para averiaguação. 

Enquanto isso o garoto continuava a dizer: 

-Sua velha bruxa, está me sequestrando, sua filha da p... 

-João, sou sua tia, você sabe disso, não faça escândalo, por favor. 

-É nada, voces me prometeram um brinquedo só para que eu fizesse tudo que voces queriam! 

O motorista do ônibus irritado com a confusão e o atraso da partida entra na conversa e afirma que vai partir e deixá-los na plataforma. 

As duas mulheres já nervosas com toda a zorra, ficam em estado de pânico, pois já haviam gasto todo o dinheiro e não poderiam comprar outras passagens se perdessem aquelas. 

O policial aguarda os documentos, o menino esperneia, as mulheres nervosas não encontram nenhum documento, o motorista quer partir ... estava formada a confusão... 

A polêmica só se resolve quando minha esposa lembra de me ligar e eu aciono um amigo do COPOM ( Centro de Operações da Polícia Militar) o qual entra em contato com a viatura mais próxima que vai ao local e esclarece a situação. 

Embarcaram, desceram a serra, chegaram no apartamento e só no outro dia , após comprarem o boneco do He Man é que o João parou de atazanar a vida das duas. 

Moral da história. 

Nunca prometa algo a uma criança , que não possa cumprir no momento por ela solicitado. 

A aceitação de regras e normas de comportamento por elas deve ser feitas de comum acordo. 

Toda vez que concordamos em aceitar uma chantagem, estamos dando à ela o falso pensamento de que as coisas na vida, são realizadas na barganha, no toma lá, dá cá. 

Ao ver esta situação me reporto aos maus políticos que devem ter crescido num ambiente de permutas e assim, mesmo crescidos, continuam no jogo da barganha.
GDaun
Enviado por GDaun em 18/09/2006
Código do texto: T242924

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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