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ZOEIRA DE CIDADE POEIRENTA - PÓ DE CIDADE ZAROLHA

Calor e barulho  nunca foram  assim bons amigos. especialmente  nesta cidade sem verde, com asfalto e concreto , que transforma homens em números  e números em homens. Que nos enche de barulho e nos consola.
Mãe ciumenta, esposa possessiva. Carinhosa  com os que a sorte de certa forma bafejou , ingrata com os outros que ainda assim  teimam em viver .
A imaginação  é libertadora e libertária. E a imaginação  deve ser livre. Mas como ser livre , se em todos os lugares  nos vigia nos cobra   e nos compra?
Ela é barulhenta , no som do progresso ,dos carros, e das pessoas. Ela é suja , porca, fedida  por conta do progresso .
Máquinas. máquinas e máquinas . São tantas , são todas tão máquinas  que sem perceber nos tornamos uma. O dia não tem mais as vinte e quatro horas de antigamente , e sequer temos mais tempo para repor nossas energias .
Máquinas . Bendito aquele que semeia máquinas á mancheia  e manda o povo alienar. A máquina caindo na alma é germe que faz a planta , é planta  para nos mandar.
A máquina move o mundo , descaracterizando-o , e nos faz dispensaveis. O tempo é máquina e a máquia é tempo.
A ética do lucro , do homem arrojado, da gersoniana  lei  é a ética da máquina.
Da máquina que é pó , poiera , fuligem, que entra em nosso corpo, em nossos pulmões e nos  transforma em máquinas pensantes para o deus capital. O sexo, o amor , a paixão  não passam de devaneios nostálgicos, coisa de nefilibatas, loucos e  descartáveis. Não existe o presente, não pode existir o presente . Se somos descartáveis, que os mantenham longe de nos , longe de nossos olhos que não veem, nossos narizes que não cheiram , nosso tato qaue não tateia .
Nossos herois são máquinas . Maquinas pensantes  que nos tiram  o poder de pensar , transformando-nos em servos dos senhores que pensamos ser nossos escravos.
Não existe mais a Esfinge , que  lançou á Édipo o terrível dilema : Tu me decifras ou eu te devoro: ELA JÁ NOS DEVOROU.  
grotius
Enviado por grotius em 20/09/2006
Código do texto: T245303

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Sobre o autor
grotius
Santo André - São Paulo - Brasil, 61 anos
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