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... ACABA POR SER ESCRAVO

 
Atendendo a uma solicitação do patrão Cleber Castro Corrêa, do CTG Porteira do Sol – SARPEIXE, da praia do Quintão, RS, fato que, dentro do contexto do tradicionalismo de CTG, devo entender como uma ordem, eis que assim procedo, lançando ao papel alguns pensamentos relacionados com a efeméride do 20 de Setembro.
Consistem-se de um valor sociocultural inestimável os festejos na Semana Farroupilha, principalmente no 20 de Setembro. Todos os desfiles, fandangos, churrascos, acampamentos, tertúlias, momentos cívicos e demais atividades alusivas a data máxima dos gaúchos são apropriados e devem ser preservados. Há que se colocar tenência para um aspecto: até aonde são paralelos os caminhos das tradições, usos e costumes gaúchos com as comemorações do 20 de Setembro. É importante para o alicerçamento cultural do nosso povo que saibamos o que realmente comemoramos nessa data, pois, se assim não procedermos, corremos o risco de “carnavalizá-la”. Basta que relembremos o que ocorre nas sextas-feiras santas; a morte de Jesus Cristo é reverenciada ao meio-dia com verdadeiros banquetes a base de peixes. E, incrível, por cristãos, que deveriam guardar jejum e orações nesse dia. Está desvirtuado o sentido da Sexta-Feira Santa.
As tradições de um povo só podem ser conservadas embasadas na cultura proveniente, em seu aspecto mais relevante, através da literatura. Dentro dessa ótica, essas centenas de células que são os CTGs. não deveriam jamais descuidarem-se de manter sempre em atividade as suas bibliotecas. Rodas de leituras e discussões de texto advindos de todas as tendências históricas, repetidas, no mínimo, semanalmente, em cada CTG trariam luz, principalmente aos que não são leitores assíduos. Todas as atividades de um CTG são importantes; as invernadas artísticas e campeiras, os fandangos, as tertúlias, etc. Entretanto, quantos CTGs. estudam e praticam o que rege a Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista, que está prestes a completar meio século e, mesmo assim, não está desatualizada, apesar de quase esquecida?
Patrão Cleber e tradicionalistas: o 20 de Setembro é comemorado nas Câmaras de Vereadores, na Assembléia Legislativa, nas escolas, nas lojas maçônicas, enfim, em inúmeras instituições. Portanto, não é exclusivo dos tradicionalistas, mesmo que estes executem em acampamentos, cavalgadas e desfiles as mais vibrantes demonstrações. É a maior festa gaúcha e, por isso mesmo, ela deve ter virtude. Manter vivas as nossas tradições e difundir a cultura no seio do nosso povo também é missão do Tradicionalismo.
Lembremo-nos sempre do que escreveu Francisco Pinto da Fontoura: "Não basta para ser livre// Ser forte aguerrido e bravo// Povo que não tem virtude//  Acaba por ser escravo". E, quando se observa que uma cultura alienígena a nossa já dominou a maioria das mentes, principalmente jovens, devemos nos perguntar se o Movimento Tradicionalista conseguirá recolher da aurora precursora do farol da divindade, as virtudes necessárias para que não quedemos escravos. Viva o 20 de Setembro! Viva o Rio Grande do Sul! Viva o Brasil!
Cláudio Pinto de Sá
Enviado por Cláudio Pinto de Sá em 22/09/2006
Código do texto: T246608
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Sobre o autor
Cláudio Pinto de Sá
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 69 anos
163 textos (23331 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 08:06)
Cláudio Pinto de Sá