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                         Onze de setembro, a força e o medo. 

     O rato tem medo do gato, o gato do cachorro e assim sucessivamente. O menor sempre tem medo do maior. 

     É bem verdade que mesmo tendo medo o mais fraco quando se vê acuado tenta se defender. E às vezes a bravura do pequeno afugenta o maior. Porem, isto é mais raro de acontecer. 

     Pois bem, o homem, não é diferente dos animais quanto esta relação de medo e superioridade. A criança tem medo do adolescente, o adolescente tem medo do adulto e o idoso tem medo do adulto, por saber que suas forças são inferiores às deles. 

     Podemos estender isto às nações. A mais frágeis respeita a mais potente, e por ai afora. Este respeito tem a ver com a fraqueza diante o mais forte. 

     O que diferencia o homem do animal é a capacidade de pensar, é a razão, no entanto, o medo do enfrentamento devido às forças diferenciadas existe. 

     Pensando nesta natureza animal do homem, o próprio homem estabelece tratados internacionais, compromissos em comum acordo para que as forças sejam niveladas e assim, o instinto animal do homem não ser aflorado a risco de a força de uma só nação ser suprida pela união do varias outras, e assim, uma força única ser derrotada - aqui destacamos novamente o medo.

     Enfim, é a razão que leva ao respeito mutuo entre os seres humanos, somando a espiritualidade que também é uma dimensão humana que faz com que o homem tenha equilíbrio emocional para dialogar, conversar e sair de situações complexas através soluções pacificas. É a razão que faz com que na maioria das vezes resolve  conflitos pacificamente. Também poderíamos dizer que é a razão que leva a ponderar as conseqüências negativas para si mesmo, levando  o homem a meditar mais em seus atos. A razão e o medo que mantem o equilíbrio humano. 

     Porem em alguns casos esta razão é colocado de lado, e o homem se transforma num verdadeiro animal aflorando sua superioridade até mesmo para se firmar como tal e ataca. Porque isto ocorre? 

     A razão é aquela que equilibra as forças, porém quando as humilhações são intensas desequilibra o emocional gerando reações animalescas no homem, e, segundo suas forças serão suas ações. 

     Como disse anteriormente as relações para igualar forças de certa forma acaba promovendo alguns abusos. Um país por ser pequeno, mas que encontra respaldo por tratados internacionais muitas das vezes provoca o gigante na certeza da não reação, gerada pela razão. 

     O homem é dotado de sentimentos e certamente é difícil aceitar uma força superior humilhar ou destruir o mais fraco. Sendo assim, a atitude do mais forte gera reação nos homens e nas nações. A tendência do Ser Humano é sempre ficar do lado mais fragio. Tudo isto inibi os paises mais fortes massacrarem os mais fracos. 

     Pois bem, a atitude dos EUA diante o Afeganistão e mesmo o Iraque foi o aflorar do animal homem diante a humilhação sofrida por determinados “países.” Não que a população fosse culpada, e não o é, mas por seus dirigentes acobertarem os terroristas. 

     Foi humilhante demais para uma super potencia econômica e bélica mundial o que ocorreu naquele 11 de setembro. Ver seu império sendo derrubado;  humilhação de seu povo com as mortes e a humilhação simbólica que aquele episodio proporcionou. 

     A reação foi a que talvez fosse esperada do homem enquanto animal, isto é,  de perseguir e destruir aqueles que fizeram tal agressão. E todos os paises que entrassem na frente e topassem enfrenta-lo sofreriam reações comprando a briga. 

     Qual seria a reação do pai que visse o ladrão adentrar sua casa roubar, humilhar a família, estrupar filhos, esposa se tivesse uma arma em casa e a possibilidade de matar o tal ladrão? Certamente o mataria e se não conseguisse na hora viveria a vida toda em função de fazer justiça com as próprias mãos. 

     É a razão e a espiritualidade que faz com que depois de refletir o homem passe a pensar de maneira diferente, no entanto, estará sempre na busca de fazer justiça. 

     Finalizando este artigo, termino como comecei. A força acaba prevalecendo sobre o mundo, e o animal existente no homem sempre será aflorado diante os enfrentamentos e as humilhações. O medo é o ponto de equilíbrio entre os homens, como ocorre com os animais irracionais.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 25/09/2006
Reeditado em 25/09/2006
Código do texto: T248745
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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Ataíde Lemos

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