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A ONIPOTENCIA DO SONHO

Sonho  com cavalos azuis de crinas brancas  e donzelas em castelas negros guardados por dragões verdes. De repente o dragão não é mais dragão  como o castelo não é mais castelo  e a donzela não é donzela. Os cavalos  continuam lá , presos na parede azul  de uma casa cinza  de dois andares multicoloridos. A donzela é alta e nua em sua  impudicia  vagando pela sala  de vegetação azul . Deita na relva e me convida  com seus braços  grossos . O convite  é por demais  tentador  que deito-me na relva  que cede ao meu corpo sem peso .A grama cheira  a alfazema  e outros perfumes , e ela esta ao meu lado. A grama é como espumas em um clochão de penas . Mas isso  não importa , ela esta ao meu lado . Ela é branca leitosa da cor morena da mulata jambo . Ela é grande  e sua pele é doce ao contato  ,quente e cálida . O quarto não é o quarto , é a piscina no deck de um navio  que singra o mar  azul de ondas brancas . O Sol lá em cima se esconde  por tras de uma Lua  igual a de Millies , com cara e boca . Nuvens  encasteladas , moles , táteis, como  algodão  doce vão tomando  as cores de chocolate , de breu  e cai a tormenta que nada mais é senão  gotas finas de uma garoa >Nada disso  importa porque  estamos  ao lado de uma piscina  que novamente se transforma em relva  azul e verde .Ela esta  comigo , longe- perto , branca jambo, de corpo esbelto , de peitos grandes >Os dragões  se transformaram em nuvens que se juntam e desaparecem . Ela me abraça, eu a abraço . Um abraço  que nos funda e entramos em cada um de nos até atravessar . Despontam nos ceus  estreklas e cometas em  um espetáculo pirotécnico  com todas as cores do arco iris . O barco-chão- vegetação  volta a ser o que  sempre foi: a minha cama. Já é hora , o relógio  não dá treguas . Não existem os dragões , o corpo quente  da mulher loira jambo  são minhas cobertas  e o espetáculo pirotécnico das estrelas e cometas  é a luz do9 Sol  que atravessa  a persiana  e chega até meu rosto . Acordo querendo continuar o sonho . Mas o sonho se foi  perdido  na minha cabeça. Quem sabe ela possa vir me visitar esta noite?  
grotius
Enviado por grotius em 28/09/2006
Código do texto: T251820

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Sobre o autor
grotius
Santo André - São Paulo - Brasil, 61 anos
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