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NOS SOMOS A TRISTE OPACIDADE DE ESPECTROS FUTUROS

" Nos que aqui estamos , por vos esperamos" . Tristes palavras  em ferro e aço  escrito nos umbrais  daquele camjpo santo. Lembrança da brevidade  da vida , da vaidade  que parece estarmos embutidos. Palavras  de um espírito brincalhão , como aquela escrita wm Auschwitz " O Trabalho  traz liberdade. E nos?  O que somos  na crosta enrugada  da bola azul? Meras amebas , protozoários  que sonham imagens  de Deuses , como se algum  Deus  quisesse ter  a imagem  que fazemos  de nos mesmos. TRânsfugas  de sonhos, ignóbeis  pedaços de carne, nervos e liquidos , Passagteiros inconsequentes  de uma  cavalgada  maluca, De uma diligência  dirigida por forças  desconhecidas , Passageiros e condutores do nada . Seres finitos que sonham  imortalidade .Mortais que matam  e mortais  que morrem . Silenciosos notívagos da eterna noite  clara. Dependentes  dos mais  desbaratados estupefacientes , das mais loucas pilulas  da felicidade , mescalina. haxixe,  LSD , televisão , romance , amor , suicidio . Parceiros e convivas  do grande baile sem fim  de uma ilha Fiscal  Universal  que só admite iguais que segrega  todos pelo prazer do  convívio. Do convívio maluco  do assassino, da puta,  da beata, e do juiz , do carniceiro , do doutor e do carrasco , da lâmina de barbear ,  do cutelo e da injeção letal . Da letargia  de mais um dia  igual  , Do igual  que nos coloca  sempre diante  das escolhas  que se transformam  em vidas paralelas  que vão  se distanciando  paralelamente  como as retas elípticas , rombudas  e oblíquas das decisões tomadas . Dos " E se..."  eternos  que se transformam em fatos, que se  transformam em fatos , que se  transformam  em vidas , que desaparecem  na igualdade exdrúxula  da sociedade que tende  ao individualismo coletivo . Do coletivo  que somos nos  individualmente , que somos andróginos antes de ser sexuados , que somos um  antes  de ser múltiplo , que somos múltiplos  dentro de nos mesmos , na longa carreira   que começou  na Africa  e que terminará  onde ninguem sabe . Da certeza  enfim  de que somos  as tristes  opacidades  de espectros futuros.    
grotius
Enviado por grotius em 28/09/2006
Código do texto: T251841

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Sobre o autor
grotius
Santo André - São Paulo - Brasil, 61 anos
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