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Nem tudo um mar de rosas, nem tudo tão ruim...

O café tinha um gosto amargo esta manhã, a casa novamente estava só, nem mesmo minha presença dava o ar de alegria tão desejado, abri as janelas, que entrem os passarinhos, que eu possa ouvir a canção dos vizinhos, me derramar na sua alegria, arrumei minha cama onde solitária fico a noite enquanto as ruas se enche de calmaria, andei, caminhei, corri, esperei, onde mais encontrar razão quando o próprio coração rejeita a verdade... Senti em mim uma tristeza tão grande, que nem falando posso descrever... As coisas deveriam estar corretas, no lugar certo, porém, nada me fazia feliz, a minha casa tão grande, tão linda, meu carro tão novo, tão caro, minhas roupas modeladas, transadas, e eu ali, parada no meio da avenida vendo que eu não era nem um pouco feliz... Ingrata... Sou ingrata... Nem com tantos delirios, sonhos para os outros posso me completar.... Logo, derramou-se a chuva sobre minha face, fazendo uma fusão de lágrimas e gotas divinas, olhei o céu, andei... Desfaleci com tanta agonia... Fechei as portas, janelas, deitei-me ainda molhada, cobri-me ainda encharcada, sonhei com o nada... O telefone tocou... Atendi... A voz que fala ao fundo me tocou de tal forma que minha mão não mais segurou o telefone, chorei, sorri, a voz não era a mesma, porém, semelhante a de quem amei... lebrei-me de tudo, de uma vida passada, uma familia formada, que um acidente da vida levou, hoje aqui... Não depressiva mas presa... Vivo, inquieta, desperta, vagarosamente tocando o barco, pequenos empurrões, grandes pausas... É, nem tudo na vida um mar de rosas, mas, se ainda há vida... Nem tudo tão ruim.
Daiane Rodrigues
Enviado por Daiane Rodrigues em 18/06/2005
Código do texto: T25516

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Sobre a autora
Daiane Rodrigues
Américo Brasiliense - São Paulo - Brasil, 27 anos
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Daiane Rodrigues