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QUEM DIRIA!

Quem diria que um dia a gente cresceria, hein?
Já não choramos mais pelo brinquedo quebrado, mas em compensação a gente se tranca no quarto e chora por horas a fio, porque alguém não compreendeu o que a gente sentia.
Uma criança normal levantaria e iria se juntar a outras crianças...

É verdade...
Um dia dissemos, lá atrás, que faríamos tudo diferente quando a gente crescesse.
Que bom mesmo seria ter 18 anos, só pra mãe pra gente entender de uma vez por todas, que a gente já pode carregar as chaves de casa.
E que a partir de agora compreenda que continuar dormindo de luz acesa não significa que continuo com medo do escuro.

Quem diria que um dia a gente cresceria, hein!
Que nunca mais a gente iria se importar com o que os outros pensam da gente ou que teríamos que chegar antes das dez em casa, assim que terminasse a novela. Hoje a novela começa as dez, e que por ser gente grande, a gente já tem até carro.
Como a gente cresce e fica bobo,hein!

"Criança e gente grande é tudo igual, tio". Me disse outro dia meu sobrinho pelo telefone: "A única diferença é que você tem um celular que funciona".

Era melhor ter ficado criança!

Enfim, ainda hoje a gente pode descobrir que podemos ser o mesmo menino sentado sobre a bola, esperando a chuva passar. Mas, pra quê esperar a chuva passar, se lugar de moleque é na chuva?
Gente grande não sabe o que é isso há muito tempo!!!
Expira o peito!

Enfim, criança e gente grande é mesmo tudo igual. Chora sem ter motivo, reclama sem ter razão, sonha antes da hora e molha o pão com manteiga no café com leite.
Certo está o meu sobrinho.

Filho, um dia o tio te mostra que quem tem celular, não tá com nada!!!



(Parte Integrante do Livro "O Que Niguém Parou Para Ouvir" - Editora Bom Tempo - Por Joel Thrinidad)
Joel Thrinidad
Enviado por Joel Thrinidad em 07/10/2006
Reeditado em 12/08/2008
Código do texto: T258367

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Sobre o autor
Joel Thrinidad
São Paulo - São Paulo - Brasil, 38 anos
45 textos (13502 leituras)
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Joel Thrinidad