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               Apoios que podem fazer a diferença entre vitória e derrota. 

     No segundo turno os candidatos procuram apoios. Estes apoios se por um lado ajudam na conquista de votos, por outro lado também tira. A matemática a fazer é se  resultado desta equação resulta em mais ou menos votos. Os apoios recebidos no primeiro turno certamente, não influenciam no segundo, porem os do segundo é uma outra história. 

     A matemática usada também e que deve ser refletida está na soma total do país e não apenas no estado. Por exemplo, certo apoio pode levar o candidato ao seguinte raciocínio; se determinado estado o desempenho eleitoral foi ruim, o apoio mesmo que com certa rejeição ainda assim somaria positivistamente. Porem é preciso analisar que os apoios tem repercussão nacional. 

     Vejamos o quadro; Alckmin, no primeiro turno não teve no palanque de uma forma nacional o presidente FHC, e agora me parece que ele (FHC) esta colocando as mangas de fora e aproximando mais da campanha neste segundo turno. Não tenho duvidas que isto seja desastroso para sua eleição haja vista que FHC é o maior cabo eleitoral de Lula e sua presença junto a Alckmin pode comprometer em muito sua campanha. 

     Embora, Lula continuou o programa de FHC em quase que na totalidade, inclusive com a política assistencialista implementada no governo passado, Lula tem mais intimidade com as classes mais pobres e consegue falar a linguagem deles, repetindo uma mentira constantemente, de tanto ser repetida tornou verdade. Mentira esta que seu programa de governo é diferente de FHC. 

     No meu entender FHC hoje é uma personalidade política semelhante a Paulo Maluf, onde ele pender o candidato perde. Políticos que tem um índice grande rejeição nacional, possuindo apenas aqueles eleitores fieis e radicais. Eleitores fãs. 

     O que vejo diferente o apoio de Garotinho nos palanques de Alckmin, pois, embora Garotinho seja uma pessoa polemica é popular, tem muita entrada nos meio evangélicos e possui eleitores fieis em grande quantidade no Brasil – tanto que os peemedebistas governistas não o quiseram como candidato por temer o segundo turno. Também, pode em muito aumentar os votos a Alckmin no Rio. 

     Lula certamente não terá os votos da esquerda com raras exceções, porem se continuar FHC a manifestar apoio e começar a subir em palanques junto com Alckmin será a vitória de Lula com maior facilidade, pois ele ( Alckmin ) perderá os votos que possivelmente viria da esquerda e de pessoas descontentes com o a administração de FHC. Não tenho duvidas que a grande maioria de votos que poderiam migrar para Alckmin da esquerda vai tornar-se votos nulos, branco ou mesmo abstenções. 

     Finalizando, embora agora muitos políticos estejam atrás de apoios para vencerem as eleições, a derrota pode vir da própria casa.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 07/10/2006
Reeditado em 07/10/2006
Código do texto: T258565
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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