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Reflexão - Vida e morte

Momento de reflexão
Vida e morte

Ao sair hoje, eu observei a cada pessoa que encontrei, suas expressões; tristes, alegres, preocupadas. Morreu um amigo meu!
Entrei numa loja, me dirigi ao caixa, aguardava então na fila pacientemente que chegasse minha oportunidade de atendimento! Vi uma criança brincando, gosto de crianças e observei aquela que sorridentemente brincava com seu balãozinho. Um lindo menino, que brincava alegremente a espera de sua mãe. Via em seus olhos sinônimo de vida, de um futuro bom; olhos alegres sem preocupação, olhos que não guardavam rancor e nem ocultavam cansaço; olhos de criança.
A nobre criança saltitava feliz com seu amigo o “balãozinho”. Andava de um lado para o outro com ele. Mas um barulho fez-se ecoar pelo local; o “balãozinho” estourara. Um choro se fez aflorar nos olhos da criança, embora não fosse um choro que retratasse susto pelo barulho da explosão, e sim um choro carregado de dor, ocasionado pela perda de algo; de um amigo; seu “balãozinho”. Ele pegava seus pedaços, chorava, mostrava-os a sua mãe, de quem esperava uma solução, uma palavra, uma explicação... O choro fez-se calar com um tapa. O menino largou os pedaços do balão, e se pos ao lado da mãe, a chorar em silencio; seu olhar transbordava dor!
As pessoas que vivem a nossa volta são assim, como o “balãozinho” desse menino. Apegamos-nos a elas, gostamos delas, temos elas conosco em grande parte de nossas vidas, cuidamos, compartilhamos amor e carinho, e de repente sem explicação elas se vão, tão rapidamente como o estourar de um balão, deixando-nos apenas pedaços de si, lembranças que fazem doer, que às vezes até machucam, agora nos deixa triste, o que outrora era nossa alegria... Uma dor insuportável; á procura de consolo, erguemos nossos olhos e indagamos à vida (mãe), que impiedosamente, nos responde áspera (com um tapa), tapa qual nos serve para nos lembrar que a vida continua, e que temos que continuar a viver, embora machucado o soldado não para no meio da luta, ele prossegue. Não tem como esquecer, mas não podemos ficar inertes, enquanto a vida segue seu curso, não podemos deixar que a dor nos faça parar, embora nosso coração sinta-se ferido, partido, faltando uma parte, devemos continuar, nossos olhos denunciarão dor, mas devemos prosseguir, parar, não é e nunca foi atitude de valentes, devemos prosseguir. A vida nos ensina com tapas, mas suma é, entender o recado e coloca-lo em prática.
Aninha de Souza
Enviado por Aninha de Souza em 09/10/2006
Código do texto: T260188

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Sobre a autora
Aninha de Souza
Sumaré - São Paulo - Brasil
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