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Envelhecer é sentir a velhice fincada dentro da alma.

Hoje em dia há  pessoas que têm o terrível medo de envelhecer, dizem que não tem, mas quando vai chegando aquele momento fatídico, em que se olha no espelho e vê seus cabelos embranquecerem, os pés de galinhas nos cantos dos olhos, as papadas dos olhos, as marcas de expressão mais videntes, os peitos caídos, correm rapidamente para plástica. Alguns se esticam tanto que acabam ficando irreconhecíveis.
 
Não sou contra a vaidade, mas sou contra a vaidade ao extremo. Sem generalizar, algumas pessoas quando passam dos cinqüenta, começam sentir na pele o que é envelhecer e, aceitar a própria idade parece ser uma coisa difícil para alguns, outros antes mesmo dos sessenta já se sentem velhos.
 
A velhice não é doença. Ao contemplarmos, por exemplo, um velho arqueado, passos tropeços, o rosto inteiramente enrugado, a cabeça nevada pelo rigor dos anos algumas pessoas sentem uma espécie de temor ou de desânimo a invadir-lhe a alma.
 
A velhice não é motivo de tristeza, isso se não for abandonada ou arruinada por constantes padecimentos,como aqueles que envelhecem na pobreza e sem lar, que é obrigada a estender a mão á caridade pública ou a recolher-se a um fundo albergue, esses são, na verdade, dignos de lástima, pois sofrem as conseqüências de um destino ingrato.
 
Porém aqueles que atingem a curva da existência humana com um sorriso ainda nos lábios, são abençoados com carinho e ternura. Envelhecer é sentir a velhice fincada mais dentro da alma do que no corpo malhado ou no rosto esticado. Como diz: Hermann Hessa...
 
 “Envelhecer é em si um processo natural. Uma pessoa que tem
65 ou 75 anos, quando não quer mais ser jovem e, portanto, sadia e normal como outra de 30 ou 50.

Infelizmente, em se tratando da própria idade, não costumamos possuir o mesmo amadurecimento cronológico e psicológico: ora nos cremos psicologicamente mais velhos do que somos na realidade, ora mais freqüentemente no imaginamos mais novos – e então a consciência, a vivacidade da alma, é menor do que a do corpo.
 
E lutamos contra as manifestações naturais da decadência física e exigimos de nós mesmos o que está além do nosso alcance”.


15/10/2006
SBernardelli
Enviado por SBernardelli em 15/10/2006
Reeditado em 26/06/2009
Código do texto: T265385
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
SBernardelli
Caraguatatuba - São Paulo - Brasil
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