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Diamantes de sangue

Eu já me conclui até me consumir, mas, ainda, vou consultar o meu almanaque de erros para ver se acho a tradução exata para todas essas guerras, sejam as do tráfico ou as dos estados, as guerras de um modo geral, é que, para mim ou para você há sempre uma guerra diferente, sejam as citadas acima ou as que travamos no dia-a-dia.
Toda guerra é uma batalha sem sentido, mas para alguns homens é um grande negócio, que poderá render milhões se eles souberem como negociar.
Enquanto o homem erra, um tiro o espera alojado nos braços do anjo da morte, até quando teremos que conviver com isto, até quando teremos que sobreviver neste imenso bazar de armas financiador de toda esta campanha de violência sádica e cruel?
Por que se preocupar tanto com o que mata em anos, como algumas doenças sexualmente transmissíveis, se existem coisas que podem matar em segundos?
Não estou dizendo que devemos esquecer estas doenças, mas, sim, olhar para o que realmente mata e é tão constante e cruel quanto um câncer ou o vírus da Aids, as armas de fogo.
Eu gosto de vê-los mentir, afirmando fazer diálogos, acordos, de paz, mas que paz é esta, paz contra a paz?
É que na arte da guerra os diamantes são de sangue, e de onde vem tanto sangue, de onde vem tanto ódio e rancor?
- De-me meios para enriquecer e eu te darei meios para matar, não é uma guerra minha, não quero saber, não é a mim que querem matar. - diz o financiador de toda esta bagunça que se vê triste quando não há uma guerra, por não conseguir poder entre os criminosos, não ter fama entre os poderosos e ficar sem dinheiro, que é o que realmente importa para esses gerenciadores de capital da pólvora.
Tinha medo de espalhar para o mundo o que sei e está guardado a sete chaves dentro de minha consciência, agora eu quero contar este mistério pelos quatro cantos do globo, pois, aonde houver desejo haverá uma arma para destruir, caçar, interromper, matar...
Pense desesperadoramente se fosse um filho, um parente, um amigo seu.
Pense se você o visse na televisão, como um falcão ou traficante.
O que você faria?
Temos que acabar com essa sequência desastrada de erros que estamos cometendo a gerações sem cessar, precisamos escolher um objetivo, mas não somente para a nossa vida individual, também para a nossa vida coletiva.
Devemos rever o que fizemos e o que vamos fazer de nossa vida, para que isso se reflita em todo o globo, na natureza, nos animais, nos seres humanos e no futuro.

Michel Serpa
Michel Serpa
Enviado por Michel Serpa em 18/10/2006
Código do texto: T267016
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Sobre o autor
Michel Serpa
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
55 textos (1441 leituras)
1 e-livros (46 leituras)
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Michel Serpa