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                         O Caso Garotinho e a lição deixada 

     Eu tenho visto uma repulsa da mídia quanto o apoio de Garotinho seja ele qual lado se declara apoiar. Parece que Garotinho carrega uma imagem pesada de demônio, como que onde ele se pende o candidato enfraquece. 

     Quero fazer um comentário sobre esta situação política de endemonização de Garotinho. Vejo soar mais como armação política tanto da mídia de um modo geral quanto de políticos que o temem e procuram de diversas maneiras elimina-lo da vida política por entender sua expressão popular. 

     Gostaria de dizer que minha analise não tem nada haver com ideologia, com preferência política ou admiração desta personalidade, porem, é uma analise que sinto no dever de fazer por sentir que existe algo escuso que é de ordem política. Não sou carioca, e quando foi candidato a presidente não votei nele. 

     Minha analise inicia primeiramente relembrando que Garotinho ficou em terceiro lugar quando disputou as eleições presidenciais em 2002, somando-se uma quantidade expressiva de votos que o levou a ser assediado pelo PT para subir nos palanques com Lula no segundo turno. 

     Garotinho foi governador do Rio de Janeiro e salvo engano, fez como sucessora sua esposa no primeiro turno. Não se elege um sucessor se seu antecessor não faz um bom governo. 

     Ninguém  pode dizer que Garotinho não é um político vitorioso. Quanto os métodos usados não quero aqui entrar no mérito, porém, métodos sujos não é privilégio dele, mas de quase todos os que pleiteiam cargos eletivos – basta vermos o que está ocorrendo nesta disputa presidencial. Nos bastidores só Deus e o demônio sabem o que acontecem. 

     Primeiro, não há duvidas que Garotinho levaria a disputa eleitoral para o segundo turno, isto era tudo que Lula e seus aliados juntamente com a ala governista do PMDB não queria. Certamente, Garotinho novamente no mínimo chegaria em terceiro lugar com mais ou menos 12 a 15% dos votos, contando mais ou menos com 15.000.000 milhões de votos, quantidade suficiente para eleger Alckmin no segundo turno. Porque sabemos com quase 100% de certeza que Garotinho o apoiaria. 

     É notório que a mídia não gosta de Garotinho será sempre uma pedra no sapato dele, porem, a mídia e os políticos sabem que ele é uma pessoa de expressão publica e de grande popularidade, isto é inegável. 

     Infelizmente, a jogada do PT, de alguns políticos e da mídia deu certo, pois, sem disputar uma eleição como aceitar o apoio de Garotinho? Não há como precisar quanto poderia render de votos. Entre o duvidoso e o medo, os políticos preferem o trivial. 

     A atitude de Denise Frossa foi desastrosa tanto para ela, quanto para Geraldo Alckmin, quando criou toda aquela histeria pelo apoio de Garotinho a Alckmin. Ela se prejudicou na campanha e seu candidato a presidência. Foi tomada por um sentimento de repulsa emocional que existe entre ela e ele. Uma atitude guiada exclusivamente pela emoção. 

     O grande erro de Garotinho a meu ver foi filiar-se num partido dividido, onde tem muitos cacifes, não possui ideologia. Seu erro foi imaginar que por ser um político de expressão poderia mandar no PMDB, tendo a falsa ilusão que por PMDB ser um partido grande teria mais tempo na TV e isto que lhe faltara em 2002. 

     Que, o que houve com Garotinho sirva de lição e exemplo para os políticos ambiciosos. Quando se fica costurando para se dar melhor numa disputa majoritária de grande relevância o tiro pode sair pela culatra. Aqui fica o alerta para Aécio, Serra e outros que hoje gozam de popularidade, a política é traiçoeira. Ela te eleva ao céu num momento, porem um minuto leva ao inferno. Um simples acordo nos bastidores pode derrubar o sonho e pretensões dos políticos. E estes acordos escusos podem surgir com um simples mudar de vento.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 19/10/2006
Reeditado em 19/10/2006
Código do texto: T268471
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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