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Nem só de água!


Rosa Pena



Eu não estou mais na idade de perder amigos. Não estou mesmo. Custo a definir alguém como amigo. Se meu coração os declara amigos... Ah! Isto vira definitivo.

Apenas a morte poderá nos separar, mas sempre ficará a certeza do reencontro de nossas almas. Uma questão de tempo somente.

Mas eu realmente não quero perder amigos neste plano terrestre, por questões de desencontros.

Aprendi a amá-los, mesmo sabendo que não são absolutamente necessários em minha vida.

Uso a declaração do “Amante Anarquista”, do escritor e psicanalista Roberto Freire, para definir o que sinto:

Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti.

No amor, jamais nos deixamos completar.

Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários.”

Mas com amigos a vida se torna mais feliz, como as delícias que não são as necessidades primordiais para a sobrevivência.

Rosas apenas exalam beleza e cheiro. São dispensáveis?

Basta apenas água para viver, mas um bom vinho, um champanhe são indispensáveis aos brindes da vida.

Como você!

2003



Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 28/01/2005
Reeditado em 25/10/2008
Código do texto: T2701
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Pena
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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