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“INGRATIDÃO A DEUS”

     O ser humano é acima de tudo movido por emoções. Nós somos emotivos por natureza, tanto que entre o amor e o ódio, há apenas uma tênue linha a separá-los. Com a mesma intensidade que desejamos o bem de alguém, na mesma proporção queremos o seu mal. Esse procedimento faz com que nós cometamos diversos erros, em vários sentidos, mas um deles é comum, muito comum: a ingratidão. Existe até um ditado que fala sobre isso: “Você cuspiu no prato que te alimentou”.

     Por ser emotivo, o ser humano é tomado por reações, muitas vezes absurdas, como, por exemplo, esquecer de um favor recebido, o que gera a ingratidão. É muito difícil imaginar alguém que nunca esqueceu de uma ajuda recebida e depois, quando teve oportunidade, não retribuiu a gentileza. Pode ser que existam, mas não é a maioria.

     A ingratidão machuca as pessoas de forma contundente, pois dói na alma, alguém fazer um favor e quando precisa do retorno, ele não acontece. É realmente doloroso. Ser ingrato com as pessoas, para muitos é um fato corriqueiro, pois eles acham que as pessoas prestativas fazem os favores por que querem e não por sua índole. Na cabeça deles, ninguém deve nada, por ter recebido uma gentileza.

     Mas, e ser ingrato com DEUS? Será que é a mesma coisa? Nós, seres humanos, em sua maior parte, não sabe o quanto devemos a DEUS. A começar pela nossa existência, já que pai e mãe apenas geram o ser, mas quem dá o sopro da vida é ELE, depositando nesse gesto todo o seu amor divino.

     Nós crescemos e só lembramos de DEUS na hora de ir à missa (católicos) ou aos cultos e ritos (evangélicos e outras religiões). Com raríssimas exceções, nós consagramos nossos corações ao CRIADOR, àquele que nos permite estar no mundo, respirando e vivendo. Mesmo sem termos a intenção, nós somos ingratos.

     O mínimo que teríamos que fazer, para retribuir o dom da vida, seria louvá-LO todos os dias, em agradecimento por tudo de bom ou de ruim que nos acontece, pois mesmo as coisas que não dão certo, têm a mão de DEUS. Nada acontece no mundo sem que ELE saiba ou determine. Nós que nos intitulamos “Filhos de DEUS”, temos obrigação de diariamente pedir a sua benção, sua proteção, sua benevolência, sua luz, para que possamos seguir o caminho do amor e sermos felizes.

     Na realidade, o que fazemos é justamente o contrário, pois só nos lembramos DELE quando necessitamos de sua providência. Isso é pura ingratidão. Ponha a mão em sua consciência e reflita de quantas maneiras você pode servir ao SENHOR e ser menos ingrato àquele que é o responsável pela sua vida. Um simples gesto de carinho ao próximo que precisa de ajuda, já é uma maneira de servir a DEUS, que em sua infinita bondade e misericórdia, só nos pede para amá-LO e ao teu próximo como a ti mesmo. É só isso que ELE pede: amor pleno, total e incondicional.

     Convenhamos, é muito pouco em troca do que você pode realizar em seu tempo de vida. Acorde, pense bem, analise os fatos e não seja um ingrato. Seria tão bom que, 2010 anos depois, ELE estivesse sentado em seu trono celestial, dizendo: “A morte de meu filho valeu pelo mundo de hoje”. Que mundo seria esse? Um mundo sem pecados, sem guerras, sem ódio, sem violência, sem ingratidões, enfim, um mundo com muita paz e muito amor, amor puro, aquele que brota lá bem no fundo de sua alma.

     Banhem-se nas águas purificadas do SENHOR e vivam com suas almas e seus corpos abençoados pelo Amor Divino. Não devemos ser ingratos. Sejamos agora e eternamente gratos a DEUS, nosso grande PAI.
José Aresta
Enviado por José Aresta em 04/01/2011
Código do texto: T2708405

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Sobre o autor
José Aresta
Matinhos - Paraná - Brasil, 66 anos
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José Aresta



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