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 “Fica sabendo, portanto, que hei de voltar 
do silêncio maior... Não esqueças que voltarei para ti... 
um pouco de tempo, um momento de repouso sobre o vento,
e uma outra mulher me dará à luz.” 

                                                      Kahlil Gibran
 


O mês de Outubro se tornou um mês especial, assim como o mês de Julho e todas as conseqüências que ambos os meses me trouxeram em anos diferentes. Mas a emoção, o amor e o sofrimento vivido foram parecidos não chegando a ser idêntico.
Qual o ser humano que não busca a pessoa especial? Que pode ser uma, duas, três... Tanto faz! A verdade é que todas atravessam tempo e eras longínquas, anos celestiais para estarem conosco novamente. Por mais diferente que sejam, nosso coração a reconhece, os laços vividos numa outra época permanecem eternos e passe o tempo que passar nunca iremos esquecer e nunca iremos nos sentir só, por de repente não estar ao nosso lado. 
Por mais que se diga: “Vem cá? Eu te conheço??”... O coração será sempre aquele que nos dominará pelo impacto do encontro com uma alma companheira de algum passado. E bastará agente olhar mais com calma nos olhos que enxergaremos um espírito que já vem nos acompanhando há eras e eras... Sem falar na sensação estranha que nos domina como o frio no estômago, o arrepio dos pêlos, e tudo o que gira em torno do momento simplesmente deixa de ter importância.
É verdade que às vezes, esse reconhecimento não é de ambos é de apenas um, mas se a ligação for forte, o coração saberá nos alertar para o que pode ou não ocorrer, a mente voa numa velocidade incrivelmente alta e mesmo assim, ficamos com aquela sensação de “Eu te conheço de algum lugar...!?” ou “Parece que já vivi isso antes, neste mesmo lugar e com uma pessoa igual a você!?”.. Como explicar o destino??.
O reconhecimento pode ser imediato, as palavras saem com naturalidade somada a um sentimento de segurança e confiança muito maior do que se poderia atingir em um dia, ou em semanas e até mesmo meses. Mas esse reconhecimento também poderá ser lento e de forma sutil, como um despertar de consciência à medida que se aprofunda na vida do outro poderemos ver o futuro e seu potencial seja ele de forma negativa ou positiva.. Ou seja, felicidade eterna ou apenas momentos felizes... Com isso surge a racionalização, problemas que cobrem os olhos e deixa um gosto amargo de fel na boca. E um ou outro não nos permite vencer esse gosto amargo e tentar buscar a doçura do mel. É então que choramos e sofremos, pelo distanciamento da alma que nos encontrou e trouxe apenas bons momentos de felicidade e que o destino apenas se encarregou de nos mostrar e fazer convencer que nunca estamos sós... Sempre tem alguém em nosso caminho, seja para ficar eternamente ao nosso lado, seja para nos provar a capacidade de amar e aprender, seja para conhecermos nossos defeitos e melhorar-mos, seja para fechar algum ciclo aberta em outras eras....
Mas sempre iremos lembrar do olhar, do sonho... Daquele momento marcante que ficou gravado na lembrança do consciente e do subconsciente que nos dá aquela sensação de prazer em saber que se conheceu um espírito companheiro. Tudo será eternamente lembrado e reconhecido como o toque das mãos, o beijo dos lábios, o abraço o olhar a fala, tudo isso pode despertar em nós de repente como um estalo e reconhecer aquela alma que voltou a vida e que passe o tempo que for sempre será reconhecida. 

Este reconhecer de alma pode ser de um filho, um pai ou de uma mãe, um amigo ou irmão. E principalmente pode ser aquela pessoa amada, que atravessou as eras da vida para apenas nos beijar mais uma vez e fazer-nos lembrar que estamos juntos sempre....
Até o fim dos tempos para então viver juntos por toda eternidade! 


Com amor extremo,
Tua eterna Menina
Mone TCarmo
Enviado por Mone TCarmo em 23/10/2006
Reeditado em 30/05/2010
Código do texto: T271603
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Mone TCarmo
Belém - Pará - Brasil, 37 anos
2870 textos (287626 leituras)
56 áudios (8741 audições)
4 e-livros (926 leituras)
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