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ACHA QUE JÁ VIVEU?

O que já vivi? Resume-se em 20 anos?
Acho que não! Se levar em conta que fazer aniversário é comemorar mais um ano de vida e viver então, tenho 20 anos de vida. Mas se considerar que viver significa sentidos mais fortes e profundos eu vivi 1 ou 2 anos, ou menos.
Viver em forma de intensidade, naqueles momentos que deveríamos sentir a cada dia, para assim fazer valer a pena o tão famoso “Carpe Diem” – viver cada dia intensamente.
Mas não é assim, as pessoas se comportam normalmente distantes uma das outras como quem vive para morrer.
Se fosse para provar algum momento que vivemos intensamente, esse momento seria seus minutos antes de dizer adeus à vida, ai você perceberia que morrer é intenso, porque saberá que morreu sem saber viver.
Viver aquela expressão feliz que pode ter sido recíproca ou não, mas feliz. Aquela sensação de frio na barriga que resume-se há segundos ou minutos, mas eu sei que esses eu vivi. Seria pouco para quem viveu 20 anos? E para quem viveu 40 ou 50 anos?Como viveu? Como está vivendo? Procure questionar-se.
Aquele sonho que eu tanto busco ou  ainda sonho, são aqueles momentos que a vida torna-se mais leve, simples e intensa, como se tudo estivesse ao alcance dos meus olhos, e quando abertos deparo-me com a realidade de uma busca, ainda que dura, mas faz sentir a vida.
Contesto sobre a vida intensa, carregada de emoções, êxtase e não da vidinha mais ou menos e regrada como idealizam os superiores.
Se parar para pensar nisso, resumirei minha vida em pequenos fragmentos, o que me preocupa muito, pois não sei o que me espera em outra vida, isso se houver outra vida. Fragmentos do rosto feliz, dos aplausos que um dia ganhei e esses ficarão nas saudades, porque foram muito bem vividos. Das brincadeiras ingênuas, das descobertas, daquele beijo que eu tanto esperei e fiz valer a pena.
Desejo não acordar para dormir mais tarde, de olhar e falar sem mostrar nada, de beijar sem vontade de amar, de me olhar e não me reconhecer mais, de viver demasiadamente vazia e sem repertório.
Algumas pessoas se deparam com a morte e quando se encontram limitadas e em risco, percebem o valor de uma vida mal vivida e o tempo que perdeu esperando a morte chegar.Dê valor para cada dia, não apenas respire para viver. Una suas fases fragmentadas, ainda que poucas, para descobrir o real valor de uma vida bem vivida. E pergunte a si mesmo, se a vida que leva, é uma vida intensa de sensações ou apenas uma vida. Acha que viveu?? Faça valer a pena!
Talita Scotto
Enviado por Talita Scotto em 23/10/2006
Código do texto: T271739

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Sobre a autora
Talita Scotto
São Paulo - São Paulo - Brasil
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