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Qual a temperatura da Vida? Parte I - Hibernação

Qual a temperatura da vida?
 Às vezes gelida, às vezes tórrida, às vezes morna, às vezes, às vezes...
A vida é um confronto de peixes, homens e borboletas.
Os peixes gelados, as borboletas quentes e os homens mornos, mornos, mornos, mornos, como uma manhã de Outono, onde as folhas caem, castanhas, secas, sem vida... numa palavra mornas.
 É numa triste manhã de Outono que um homem sai de casa para o trabalho de arranjar trabalho. Dia após dia o contrato do seu trabalho é renovado - O desemprego. À entrada|saída de sua casa existe um lago, dentro do lago existe um peixe que não vive existe (desculpem o pleonasmo!). Caiu a primeira camada de neve, fina e límpida.... o lago gelou. O homem olhou para o lago e o peixe não estava morto, por simples e íncrivel que pareça, o peixe hibernou. Frio, brio, calafrio, o peixe "nada" agora gelado na àgua (e não nas águas, porque o lago gelou) do rio, pois toda a nossa vida é uma corrente continua que desagua no mar, se tivermos sorte certamente, pois alguns ficam a meio encalhados, outros nem chegam a entrar na corrente (Questão do Aborto). Continuando minha, nossa história ... o homem começa a contemplar o peixe. Não seria às vezes preferível viver a vida sem qualquer tipo de preocupações, preso dentro de um cubo de gelo... mas vivo. Aquele mundo bem fundo, não se compara à beleza do nosso (mundo) imundo . Ali a vida gela, mas continua, não posso quebrar o gelo, não posso entregar-me à solidão e ao tédio, além disso é impossível um homem hibernar, que vou fazer? Erro pela cidade, sigo a rua. Minha consciência diz que morro se continuar assim, seguindo ruas, errando pela vida desassosegado, sem remédio. Ò peixe do lago, sentir o que sentes, é manjar sem ter dentes. Como neste mundo não existem nozes, a vida torna-se ingrata, barata , pois não desata, o homem vive sem vida vive sem viver, que hipóteses tem na vida? O ideal seria hibernar, como isto não é possível só lhe resta morrer... ou ir morrendo.

Nota: Nem tudo está perdido, a era das borboletas ainda está para chegar...
Rigo
Enviado por Rigo em 24/06/2005
Código do texto: T27309
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Sobre o autor
Rigo
Portugal, 31 anos
78 textos (4138 leituras)
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Rigo