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UM POUQUINHO DA TINTA

Eu me cobrava pelo erro de ter seguido palavras bonitas, porém vazias de verdade... Culpava-me por ter mergulhado numa correnteza mortal da qual só saí pela graça divina.

Então, um anjo em forma de gente se aproxima pra me dizer que eu não tenho do que me culpar, afinal tudo que fiz foi correto e com toda dedicação e amor. Afinal, não é meu erro “ter fé nas pessoas”. Se eu mergulhei na correnteza foi porque ela já estava a me envolver, já me capturara sem que eu percebesse e não teria mesmo como evitar a quase-morte...

Assim sendo, chego à conclusão de que sou normal, passível de escolhas erradas, capaz de voltar até onde peguei a direção errada e ir em direção correta para levar minha vida avante. Cobranças nunca mais!

E “ai” de quem achar que pode apontar seus dedos sujos ou mutilados para mim – ou pra quem quer que seja! - propalando quaisquer que sejam as palavras; agora, só aceito palavra de quem guerreia minhas lutas, ao qual todos que se levantarem contra mim terão que prestar contas. Afinal, tenho um “Santo Forte”!

Eu? Agora eu “não quero nem saber quem pintou o céu de azul: eu quero é um pouquinho da tinta!”.
ana K
Enviado por ana K em 26/10/2006
Código do texto: T273783

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Sobre a autora
ana K
São Paulo - São Paulo - Brasil
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