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O que é um bom governo?


O que torna alguém um bom político?
A pergunta não surpreenderia o sábio chinês Lao Tsé, pois é comum os políticos, no poder, fazerem o contrário dos princípios defendidos anteriormente, em prejuízo de seus próprios apoiadores. Ele explicaria que isto ocorre por uma razão simples: É difícil saber quem é um bom político, antes dele ter o poder nas mãos. E que, a ocorrência de escolhas erradas, deve-se ao seguinte fator: O carisma – aptidão nata de muitos políticos, a qual o povo se identifica por razões puramente subjetivas e que, sempre, superam valores mais importantes, como honestidade e capacidade, por exemplo.

O carisma é algo não racional, pode estar ligado ao charme pessoal, a origem social, o tom da voz e, especialmente, a oratória – saber dizer aquilo que todos querem ouvir de uma maneira especial é sempre cativante, sem que isto seja necessariamente a verdade. O antigo filósofo diria que, entretanto, há nações que sabem escolher por melhores critérios os seus mandatários, por isto destacam-se no âmbito mundial - um amadurecimento que se dá, aprendendo-se com os erros, o que não é o caso do nosso Brasil.

Para Lao Tsé, onde o governo é menos presunçoso, o povo é mais beneficiado, já onde se tem governantes que se colocam como donos de todas as ações, tem-se ai mandatários autoritários ou paternalistas, que se impõem, sempre, apelando para as “cem mil leis reguladoras” ou simplesmente dão o pouco para que a fome não se torne motivo de agitação e nesse "colchão" dorme.

- Mas, qual é afinal o melhor governo? Poderíamos lhe perguntar de novo e, de pronto, Tsé responderia que o melhor governo é o que incentiva a organização do seu povo e interfere menos, ou seja: evita ficar regularizando as leis ao gosto da sua gestão. Naturalmente, se isto ocorresse, haveria uma valorização das relações fraternais. E mais: se deixasse de priorizar apenas a economia e a política de juros altos, os ladrões e agiotas desapareceriam, e, em contrapartida, o povo estimaria o simples e o incorrupto, refrearia o egoísmo e os anseios.

- Portanto, em resumo, ele diria que o melhor governo é o que consegue o equilíbrio e a união do seu povo – onde os ricos respeitariam os direitos e os avanços sociais e, em conseqüência, seriam arrefecidas as tensões e as agitações sociais.


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Texto e indagações fictícias, inspiradas  em Lao Tse, sábio chinês,  vide o “Livro do Tao”.
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 27/10/2006
Reeditado em 27/10/2006
Código do texto: T274858

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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