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O que é o Amor Verdadeiro?!

Ai está uma pergunta que não se faz a qualquer um!
Estava certa vez com a minha amada conversando sobre o assunto, e então lhe perguntei sobre seu amor por mim, à resposta surpreendente foi: “Embora eu goste muito, muito de está com você, e gostar de nossas conversas, (...) de pensar em você quando durmo e acordo, e quando não estamos juntos,... posso dizer que não te amo ainda...”
Isso foi como que caísse um balde de água fria, no inverno gélido do ártico, bem na minha cabeça. Fiquei desnorteado como tal afirmação, além de muito triste, por que sei que ela me ama (sente uma grande afeição por mim, pois eu percebo isso quando a abraço, beijo o seu belo rosto, seu pescoço, sua boca). Pensei por vários dias sobre o assunto e cheguei a uma conclusão ainda mais surpreendente:
É que, por poucos saberem de fato o que é o VERDADEIRO AMOR, temem declarar abertamente tal sentimento. Digo isso não para criticar àqueles que amam, até porque em um ou em outro momento todos sentimos este temor. Mas para encorajar um conceito mais otimista sobre um sentimento tão nobre e tão especial que são muitas as letras de canções, textos (como este, por exemplo), poesias, palestras científicas, papos entre amigos (e amigas também), livros e mais livros (pelos mais diversos autores), filmes, documentários, vidas de outros (pais, avós, nossos vizinhos, colegas de escola, colegas de trabalho, presidentes, reis e vagabundos, sábios e tolos, ricos e pobres, e por aí vai, pois a lista é infindável).
É claro que alguns confundem o VERDADEIRO AMOR com algo que muitos chamam de paixão. De forma geral, o amor é algo bem comentado entre nós, meros mortais, em todo o tempo, bastando apenas que alguém toque no assunto, e estar conscientemente bem (pois muitas vezes se evita falar dele). Por tanto, na minha humilde experiência tentarei explicar o que é o VERDADEIRO AMOR.
AMOR VERSOS PAIXÃO
Sabia que existe uma grande diferença entre amor e paixão?
A paixão é egocêntrica, só pensa nos seus interesses absurdos, nos seus desejos abusivos, nas suas intenções sinistras, em se próprio.
O VERDADEIRO AMOR, ao contrário, pensa na outra pessoa, se importa com ela apesar dos seus erros. Não quer vitimá-la com qualquer atitude inconseqüente. Não sente raiva da outra pessoa quando ela o magoa, embora o faça chorar com o desentendimento ou com a angustia de tanto amá-lo (a) e não ser correspondido, quer o bem-estar dele (a), mesmo que para isso ele esteja com um outro amor. De certo, talvez pense: ‘Mais isso não seria fraqueza da nossa parte?’.
Não podemos discordar que às vezes o amor nos deixa sem defesas, mas se fortalece quando encontra uma base firme. Como um sorriso do ser amado, uma demonstração de gentileza de sua parte, a informação de que ele também sofre quando erra, e está disposto a fazer qualquer coisa para reanimá-lo, até mesmo querer amar a você, mesmo que isso exija dele um grande esforço para que isso aconteça.
Ainda podemos dizer que o VERDADEIRO AMOR, e só o VERDADEIRO AMOR, se agrada com o que tem. Em termo de amar e sabem o significado de compartilhar objetivos, necessidades, carinhos, emoções, sentimentos.
O VERDADEIRO AMOR não leva em conta o tempo, a distâncias, nem mesmo as perdas, pois está pronto para superá-los em todos os percursos da nossa tão curta vida. Um grande amor nunca morre ou sente desespero da longa caminhada, da longa espera e apesar de tudo, nunca cai no esquecimento.
O VERDADEIRO AMOR NUNCA MORRE!
Quer estejamos presos a alguém quer não, a condição do coração e não a própria pessoa é que deve importar na questão de que se fiquem eternamente ligados ou não. Pois saibam da seguinte verdade: o VERDADEIRO AMOR nunca deixa de existir realmente.
Ele passa fazes, como a lua em todos os meses, que em cada uma delas assume uma postura diferente. Por exemplo, a lua crescente manifesta um formato de acolhimento em forma de ‘C’. Por se mostrar assim, tão acolhedor ela inspira confiança, harmonia, sossego... A lua cheia por sua vez denota brilho, alegria, intensidade, movendo mares com a sua influência, e a cima de tudo, aumenta em certas fazes de sua plenitude em multicores tão belos que enche os olhos com a sua bela luz. A minguante, não significa um declínio da lua (como podemos supor que no caso do amor ele acabe e nós não sabemos o por que), pois sobre que estamos falando? Da própria lua e não somente de suas fazes.
Portanto, que o nosso amor, para com a pessoa da qual escolhemos passar a vida toda, não seja como uma mera faze da lua, mas como a própria lua, que embora em noites escuras (não conseguimos vê-la), ela sempre vai estar lá, em órbita, imponente, poderosa, influente, desafiando a tudo e a todos. Então que tenhamos a coragem de dizer que o VERDADEIRO AMOR é eterno, que nunca morre e nunca, nunca deixará de existir.
No entanto, não queremos dizer aqui que tanto o amor quanto a lua existiram para sempre. Mas o amor só será eterno se ele for cultivado adequadamente.
AMOR PLATÔNICO
Há também vezes em que amamos sem que ninguém, nem mesmo o objeto do nosso sentimento ou qualquer pessoa saibam disso. Amamos sem cobrarmos nada e sem reservas. Mas, não damos nenhuma demonstração de que precisamos deste amor. Às vezes este tipo de amor é tão calculista que chega a beirar a inexistência. Pode ser por um amor proibido, daqueles que gela a espinha só em pensar que, se a pessoa amada souber dos sentimentos a muito guardados pode liberar uma reação em cadeia que fariam os alicerces da própria Terra tremer debaixo dos pés.
Mas este sentimento é sincero e não se decepciona com sua condição, porque não quer o prejuízo da outra pessoa. Poderíamos esboçar vários exemplos, mas preferimos ater-nos á simples conclusão de que o amor platônico é em muito o mais doloroso dos amores.
Embora eu tenha que confiar em meus próprios instintos para defender minha aversão a quem quer que diga que é impossível amar assim, é por que não ouviu falar do que o medo possa se tornar com relação ao verdadeiro amor.
COMO SABER SE É REALMENTE AMOR?
Ah! O amor como ele é sublime, mais açucarado que o próprio mel. E como faz bem ao coração, serve até de uma boa inspiração, para um poeta.
Mas falando de verdade sobre como identificar o que está envolvido amar de verdade, posso dizer que o sentimento tem de vir desprovido de paixonites, que podem ser um engano, uma falsa pérola; de ciúmes, que quando confundido com zelo pode desgastar a relação a dois; de medo, pois o medo pode não revelar o amor, mas um outro sentimento, tal como o ódio por exemplo; tem de ser um sentimento duradouro, daqueles que mesmo que se passem anos, ou os dois estiverem idosos, ainda sejam os melhores amigos um do outro, mesmo depois de seus cabelos estiverem tão brancos quanto a lã.
Saiba-se que o amor é um sentimento progressivo, não regressivo, deve estar entre o gostar e o devotar-se, mas nunca será uma das duas coisas, mas simplesmente o amor de verdade.
Então, quando a seu amor disser que ainda não lhe ama por que não sabe se o que sente por você é amor de verdade, não fique surpreso por isso, nem fique ainda mais surpreso se este for o amor de toda uma vida...

AH! O AMOR

Como é bom amar e ser amado
Como é bom viver de modo intenso
Nada a este amor tem se igualado
Que no coração se torna imenso

Como é bom sentir, provar
Um grande amor, deliciar
E com destreza mantê-lo vivo
Em praças nuas, sem destino

Ter alegrias sem pesar
Ter energias e demonstrar
Que o amor, imenso prazer

Nos tranqüiliza o peito do pesar
Ao passo que estarão justos, de pé
Aguardando o bom presente do que ele é...

Se este soneto traduz os seus sentimentos, ou se ele, em sua opinião, poderá acontecer de verdade (embora não podemos e nem devemos, criar expectativas insanas sobre este assunto), podemos dizer que o que o bem que lhe é apreciado e o que você mesmo sente é sem dúvida alguma o amor. Este é apenas uma idéia avaliativa que responde o que é o verdadeiro amor, mas pode ter certeza de que existem outros meios de se saber o que é o amor.
No entanto passemos a outro assunto que é de mais séria preocupação: Quando o verdadeiro amor enfraquece...
O verdadeiro amor pode enfraquecer?
Lamentavelmente o amor, por mais forte que esteja e por mais raízes que possa ter, ele não pode durar a vida toda se ele for unilateral; isto é; se apenas um membro do par romântico estiver o sentindo, enquanto o outro apenas o percebe em algumas circunstâncias.
O AMOR VERDADEIRO, acima de tudo é uma troca, um acordo, que embora não necessite de documentos escritos, devem existir as cumplicidades, o achegamento, a boa vontade entre os dois, o prazer de se darem um ao outro, os elogios, as costumeiras carícias (beijos de lábios, afagos e abraços de despedida e chegada), os risos de um para com o outro, a animação de ambos, o compartilhar sentimentos, a consideração de opiniões, etc...
Algo que não pode haver, nem sequer impressão entre o casal, são os seguintes sentimentos ou situações: a desconfiança, o desprezo, a recusa, o ciúme enganoso, à distância, a acomodação e a má vontade. Por que? Direi o porque...
DESCONFIANÇA
Este sentimento pode minar automaticamente a confiança de um dos dois, ou de ambos. Sem falar que pode gerar conflitos. Não, não estamos falando apenas da desconfiança fatal, de suspeitas de uma traição. Estamos abordando também os mínimos motivos para se confiar, como por exemplo, o modo como conversa com o parceiro, falar-lhe a verdade nas mínimas coisas (como por ex.: por que não chegou cedo em casa). Se por acaso houver motivos ínfimos para se desconfiar, as raízes do sólido amor poderão enfraquecer com o tempo.
DESPREZO
Um colunista mencionou uma vez, referindo-se a uma pesquisa que indica que o amor tem esfriado quando os casais se desprezam mutuamente: “O desprezo corroe o amor”. Isso é tanto verdade que só o simples fato de se dizer que o amor não vai bem e este não o trata mais como antes pode ser o motivo de rompimento entre os fortes casais. Portanto, faça o que fizer, diga o que quiser ao seu parceiro, mas nunca dê a entender que você o despreza, como por ex.: não olhar para ele (a) quando estiverem conversando, evitar os carinhos dele (a) de modo brusco, retrucar áspera ou sarcasticamente na frente de outros ou entre se, deixar de elogiá-lo (a), fazendo isso esporadicamente, mesmo quando ele ou ela se esforça para chamar a atenção; entre outros motivos...
RECUSA
Quando você se recusa sem um bom motivo, de se prestar a alguma coisa ao parceiro, não importa o que seja, um favor, um agrado, uma palavra, um carinho (ou carícia), então tome cuidado, você pode estar passando das barreiras do respeito e da responsabilidade. Isso não quer dizer que você jamais pode se recusar de algo, mas pode ao fazer isso dar uma boa e convincente justificativa.
CIÚME ENGANOSO
Não se sinta enciumado quando o seu par sente mais amor dos próprios pais do que de você, pois o amor que si sente a estes é em muito, diferente do que ele sente por você. Não recrimine quando o outro estiver conversando com alguém do sexo oposto, pois se ele (a) lhe ama, pode ter certeza que o mesmo te respeitara. Talvez você sinta um pouco de ciúmes, mas este não deve passar de zelo pela pessoa.
DISTÂNCIA
Quando estiverem longe um do outro, que isso seja dias, e não meses ou anos, pois a distância quebra todos os laços existentes entre duas pessoas. Até por que o casal precisa sentir um ao outro. Os olhares, os sorrisos, as conversas, os toques, os gestos, os adornos, o cheiro, o choro, a animação, o calor, os sentimentos bons e ruins, o vigor, o carisma, a segurança, o tudo, da outra pessoa. Estes laços precisão da presença um do outro para fortalecer o amor. E com a distância, tais coisas se perdem no tempo. Por outro lado se os dois se amam de modo eqüitativo e equilibrado, a distância pode até ser um vinculo unificador (um alerta: não brinque com o poder da distância, pois na maioria das vezes ele é, como sempre foi, destrutivo).
ACOMODAÇÃO
Às vezes pensamos que só pelo simples fato de se estar casado (ou noivo) o casal pode dar-se ao luxo de deixar de render um ao outro os costumeiros atos mútuos entre se. Renove sempre os meios de demonstrarem o amor que sentem um pelo outro. Como por exemplo, fazer o café da manhã para o sua querida, comprar um presentinho de vez em quando (não precisa ser algo muito extraordinário), em fim, surpreenda o seu parceiro... Não deixe que o desânimo entre vocês aconteça...
MÁ VONTADE
Não façam as coisas um para o outro com a má vontade à frente, mas se não estiver disposto em fazê-lo, que fique bem claro que você o nega por um motivo justo, esteja pronto para o fazer bem feito, simplificando as coisas para os dois. Lembre-se que a má vontade é o caminho mais próximo para o rompimento...
Então podemos dizer que estes sentimentos e situações levam a aquilo que mais o amor tem medo: a ruptura. Enfraquecendo o amor desta forma.
O AMOR E O MEDO
O medo de amar é talvez pior que o medo de perder o amor, mas uma coisa é certa, quando desenvolvemos o medo durante uma relação podemos ficar a mercê dum perigo maior que o sentimento de perda. Podemos deixar de amar para nunca mais amarmos de novo. Depois de lê a poesia abaixo, faça-se às perguntas subseqüentes. E veja se o que você ainda sente é amor ou medo.
O AMOR E O MEDO
Um coração emotivo, uma certeza no olhar...
Pairando leve, sensível, como as ondas calmas do mar;
De repente, o sol faz-se poente, o vento contínuo, quente...
E começa a esfriar como quem fica mais forte,
Um temporal a desaguar...
É assim um grande amor, quando o medo vem a dominar...
Domina o peito, a alma, e no que pode vir a se tornar?
Apenas um breve lamento, de um dia quase querer amar.
Para sempre um (a) querido (a) que sempre jurou gostar...
O medo devasta tudo, o sentimento, o amor,
O prazer de amar alguém e de sentir o seu ardor,
De cheirar a rosa, linda flor,
Sensível pétala!!!
A tristeza habita na mente de quem passou tal temporal
Como uma pesada nuvem de lamento de onde reside e como tal,
A vida que vai passando o silêncio,
Da espera que em vão se travou,
A luta árdua e sincera para viver um grande amor
E tudo se torna ruína quando o vento separou
O fio da restante vida que no fim de tudo desaguou
É assim o amor que se torna medo no coração de quem nunca amou...
1. Já percebeu alguma vez que sempre que o seu amor está com alguém do sexo oposto, sorri como nunca o fez com você?
2. Será que ele sorri de outro jeito quando está com você?
3. Presta você atenção nos pequenos fatos de sua relação que dificilmente ele pensaria?
4. Mas, você pensa sobre isso e conclui que ele esqueceu-se destes fatos, por serem tão ínfimos que não mereçam consideração?
5. Fica ansioso quando seu amor se atrasa para algo que marcaram fazerem juntos?
6. E o que dizer das desculpas dele quando algo dá errado, são boas explicações que acabam mais cedo ou mais tarde lhe convencendo?
7. Ou acha que, por mais que a explicação seja boa, não era motivo para se cometer o erro? (Falamos aqui de erros simples, como chegar atrasado para o almoço, por exemplo).
8. Você sabe quando está sentindo ciúmes e quando sente apreço pelo seu bem?
9. Sabe quando ele está triste ou magoado, ou desapontado com alguma coisa?
10. Ainda fica triste quando ele não demonstrou naquele dia especial de vocês (o dia de quando começaram a namorar ou na data de seu casamento ou qualquer outro dia que julgue especial) algum sentimento involuntário indicando que o amor ainda é forte?
11. Fica querendo que o amor em cada minuto que estão juntos demonstre pelo menos o que na sua opinião é uma migalha do bem querer que ele deveria demonstrar?
12. Ou para você, qualquer sentimento de afeto é um indicativo de que a relação de cumplicidade, a amizade e o carinho vão bem, obrigado?
13. E por ultimo a pergunta eu não quer calar, você e só você tem medo de que o amor deixe de existir?

Quando considerar bem de perto estas perguntas não esqueça de responder apenas “sim” ou “não”. E quanto ao resultado, você mesmo deve julgar se suas próprias respostas são satisfatórias a ponto de as perguntas imparem deva ser negativo e os pares positivos. Assim saberá que o seu sentimento ainda é de um amor incontido pelo seu parceiro e não o patético medo.
Por que quando se faz tais perguntas a se mesmo, você leva em conta também a outra pessoa, e não apenas a sua própria e mera opinião. E note também, que a poesia acima diz que se você sentir medo a ponto de achar que o amor não vai vingar então você nunca amou de verdade.
“Mas” talvez se pergunte, “como saber se é amor de verdade?”. É uma outra pergunta que devemos considerar a finos modos...
AMOR E A FELICIDADE
São dois sentimentos que corroboram mutuamente para um enlace perfeito. Pois um não vive sem o outro, não pode estar completo sem a vívida participação do outro.
Por que digo isso? Pelo mero fato de que o amor sem felicidade trás sofrimento à vítima deste último. Uma vez aconteceu que um homem que alava perdidamente uma mulher teve uma séria decepção. Estavam noivos já por um ano. Ela mudou-se para uma cidade longe, com o desejo de realizar um sonho de sair da cidadezinha do interior, alegando que a vida para ela e a família não estava bem. Mas haviam conversado que ela, depois de um ano, voltaria para ele e se casariam depois disso.
Só que, no desenrolar dos acontecimentos, quando metade do ano que parecia passar rápido chegou, ele recebe dela um telefonema que para ele lhe parecia mais que estranho. Quando ele a pergunta se ela voltaria depois de um ano, ela disse simplesmente que não havia chances de seu retorno e que queria conversar com ele. Isso o deixou muito deprimido e contristado.
Então ele apressou as coisas para ir o quanto antes, ao encontro dela. Quando, no final do predito prazo ele viaja, nas suas férias, para o encontro tão esperado. Tal qual a sua surpresa foi quando ela disse que não queria mais voltar para apenas se casarem. Ele propôs a ela que se fosse preciso, ele mudaria para onde ela estava, que a amava muito, que não podia deixar que um tempo entre namoro e noivado de cerca de três anos pudesse acabar assim. Depois de explicar-lhe que havia perdido o interesse nele, no romance, no amor que sentia por ele, então ela resolveu romper, deixando-o cheio de tristeza e mágoa.
Então raciocinemos juntos. Será que ela era realmente feliz com ele, mesmo antes de ela ter ido embora para outro lugar? Ela poderia até sentir algo por ele, mas o fato é que o amor dela ficou abalado, pelo fato de que este já não era o alvo de sua felicidade.
E ele então, como poderia ser feliz com alguém que descobre, depois de certo tempo, que não o ama como ele merecia ser amado? Ele não poderia prová-la da sua verdadeira felicidade. Que por incrível que pareça, não estava ao lado dele.

É como diz o sábio romântico:

Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Notou como o sonetista menciona que o amor é tudo menos feliz? Ele sabe que o amor que sente é o que mais lhe apraz à felicidade, mas não pode ter o que quer por causa de alguma impossibilidade. Outro escreveu ainda:

O que é o amor senão a pura sensação
Que procede sangrando de nosso coração?
Sem grandes remunerações e sem parada
Fez-se abrasador queimando feito praga?
Quem pode conter esta força devoradora
Sem sofrer as mortíferas conseqüências
Tendo a impaciência como sutil instrutora
De nossas vidas cobrando falsa aparência?
É o amor é assim, não cobra de nos virtudes,
Passa por alto a vitória sendo triste a partida
Visionando ao longe nem mesmo a saúde...
Pobre que ama a outrem em crise maldita
De veloz que o consome purulenta ferida!
Assim é o apaixonado que espera sem saída
Pelo amor que se perdeu em névoas escuras
Sofrendo terríveis, poderosas e cruéis agruras!
Pelo amor que acabará com toda ternura...

Já este, radicalizou em sua definição sobre este mesmo assunto e nos mostra que quando amamos demais, podemos sofrer ainda mais e mais por um amor que se mostra ora inseguro, ora duvidoso, ora incerto, ora passional. Mas não é o fim, de tudo, muito embora possa parecer que a vida tenha acabado para você, mas pense pelo lado que é mais racional, melhor amar uma vez que nunca ter amado, melhor ter-se dedicado a um amor que nunca tê-lo vivido.
Portando, se vocês quiserem ainda continuar juntos, lutem, lutem, lutem mesmo para que a felicidade esteja harmonizada com a vontade dos dois, e que, nunca falte este ingrediente todo essencial para ambos em equidade, de sentimento antes de unirem-se em um enlace matrimonial durável. Que haja amor de verdade entre os dois. Para que mais cedo ou mais tarde possam olhar um para o outro e digam que fizeram à escolha certa...
Paulo Poeta
Enviado por Paulo Poeta em 31/10/2006
Reeditado em 31/10/2006
Código do texto: T278544
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Sobre o autor
Paulo Poeta
Goiana - Pernambuco - Brasil, 38 anos
73 textos (2821 leituras)
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Paulo Poeta