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NATAIS DE ONTEM E DE HOJE

Aquele parecia ser um Natal como todos os outros, ao longo do dia 24 de dezembro que, desde cedo, se desenhava. Com menos de 30 anos de idade, eu tinha o costume, tanto na véspera de Natal como na de Ano-Novo, de ir à casa da minha namorada, confraternizar com sua família e de lá sair pouco depois das onze horas da noite. a tempo, portanto, de chegar à minha casa antes de meia-noite, como sempre gostei de fazer.

Ao sair da casa da namorada, entrei num ônibus que, apesar do adiantado da hora, não estava propriamente vazio. Restavam poucos lugares a serem ocupados, de forma que sentei-me ao lado de outro passageiro.

Não sei até hoje se, por ser, como eu, um adepto da conversa, ou se, influenciado pelo espírito natalino, meu vizinho de banco me disse boa noite e começou uma conversa agradável, que fez com que a viagem parecesse mais curta do que realmente era. Chegando ao local onde deveria descer, despedi-me daquele desconhecido, com um recíproco desejo de um Feliz Natal.

Hoje, passados mais de vinte anos, notamos que, numa data como essa, as pessoas não só não conversam mais com estranhos, como também evitam sair de suas casas e retornar nesse horário; o clima de insegurança não mais o permite.´

Já não se fazem mais Natais, nem conversadores, como antigamente.
Mario Roberto Guimarães
Enviado por Mario Roberto Guimarães em 02/11/2006
Reeditado em 28/06/2009
Código do texto: T280003
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Mario Roberto Guimarães
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 64 anos
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