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                  OS PONTOS DE ENCONTROS


          Bem ao lado da segunda parte da praça Dionísio Rocha de Lucena, estavam os locais mais divertidos da cidade, nos anos 50. Ali se concentravam a Sorveteria, a Barbearia de Sinésio, o Café de D. Irinéia e o Café de Dona de Mundor.

        A Sorveteria atraia crianças e adultos, pois além dos sorvetes, picolés, doces e tantas outras iguarias infantis, vendia-se também bebidas geladinhas para os que matavam o tempo nas sinucas.

       Ao lado da sorveteria, conjugado a esta, havia um grande salão, onde aconteciam as festas dançantes. Bem ao fundo do mesmo, ficava o palanque para os músicos, que do alto tocavam seus instrumentos e se deleitavam com a visão magnífica dos pares flutuantes, vestidos com toda pompa. Na calçada ficavam algumas mesas que eram protegidas por grades de madeira, onde se encostavam os não dançantes, para contemplar o espetáculo.Os bailes aconteciam do anoitecer às 22:00 horas, horário em que as luzes da cidade eram apagadas. Algumas vezes tínhamos as matinês, para alegria das crianças, que também participavam.

       A travessa São Sebastião que separava a sorveteria da barbearia, era popularmente conhecida por “beco de Sinésio”, local onde se reuniam não só os que desejavam cortar o cabelo, mas todos que gostavam de uma boa prosa. Sinésio além de cortar cabelo e barba, realizava ali as “cirurgias plásticas”, eliminando as verrugas das pessoas com uma fórmula miraculosa, que guardava a sete chaves. Acredito que ele a levou consigo quando passou dessa vida para uma melhor.

        Até hoje aquele lugar é divertido. Apesar do nome “Caldeira do Inferno” o bar existente hoje, naquele local, é um ponto de lazer inofensivo. Substituindo a figura de Sinésio está lá, com uma simpatia inigualável, o meu compadre Chico de Sinésio.
Vizinho à barbearia instalava-se o famoso Café de Dona Irinéia, onde podíamos saborear manjares feitos na terra. Tudo era muito gostoso, sem esquecer que ali era também lugar de lazer.

       No outro beco paralelo, isto é, na rua 26 de Agosto, no local onde hoje é a Farmácia Landim, podíamos contar com mais um local onde se comia e divertia-se bem: o Café de Dona de Mundor. Lá se reuniam os amigos, para saciar a fome e colocar em dia as últimas noticias. Nestes locais serviam além do cafezinho delicioso, doce de leite, banana, goiaba, gergelim e bolos fofos e lisos. 

       Eram eles ambientes familiares, freqüentados por clientes de qualquer faixa etária que necessitassem dos seus serviços e sobretudo de uma terapia de relaxamento ou lazer.
marineusa
Enviado por marineusa em 04/11/2006
Reeditado em 29/11/2006
Código do texto: T282006

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Sobre a autora
marineusa
Brejo Santo - Ceará - Brasil, 71 anos
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