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Um Velho na Estrada da Vida


Era uma tarde fria e ali estava eu,
Caminhando pela estrada da vida
A noite chegava, e à frente encontrei um velho sentado
Com os pés descalços e roupas tão humildes quanto o seu olhar,
Lá estava ele, de mãos trêmulas, pensativo...
Seus olhos pousaram nos meus e neles não havia brilho algum
Seu rosto procurava descanso, sem ânimo.
Sem entender, dos meus tristes lábios brotou um sorriso
Sem desviar os olhos ele começou a falar...
Contou-me das tristezas e alegrias de sua infância,
Falava devagar com a voz rouca, carregada de tristeza
Falou mais sobre a juventude e a alegria de ter tido pais amorosos,
E de ter constituído uma linda família
Não entendia o porquê da tristeza tão marcada naquele rosto,
Mesmo quando falava dos momentos mais felizes,
Sua expressão era a mesma.
Falou de Deus, dos pais e da família,
E sobre Deus, acrescentou que um belo dia pediu a Ele,
Para que conhecesse um verdadeiro amor,
Porque mesmo com tudo o que possuía,
O velho sentia-se um ser incompleto
Sofreu muito até ver atendido o seu desejo
E conheceu o grande amor da sua vida
Agora chorava a distância que o separava,
Dos olhos que iluminavam o seu coração
Ele tornou-se velho, não pelo tempo ou pelas experiências,
Mas pela eternidade que à cada minuto passava,
Longe de seu grande amor
Choramos juntos à sua tristeza
E ele disse que a sua história contou
Porque dos meus lábios, mesmo tristes,
Um pequeno sorriso brotou
E ali ele viu um sinal de esperança
A noite cresceu...
Juarez Florintino Dias Filho
Enviado por Juarez Florintino Dias Filho em 06/11/2006
Código do texto: T284024
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Sobre o autor
Juarez Florintino Dias Filho
São Vicente - São Paulo - Brasil, 53 anos
50 textos (1146 leituras)
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Juarez Florintino Dias Filho