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E FALAM SOBRE TELHADOS DE VIDRO

palavras soltas , sem nexo, sem sentido , sem porque .Palavras , meras palavras , de uso  tão pouco  eficaz  quanto as bravatas  lançadas aos quatro ventos  por mentirosos contumazes . São  simplesmente poeira lançada na longa noite- rota que liga o passado ao futuro , o ontem  ao amanhã.

Reparem  o incansável trabalho  do homem que fica em frente á máquina. Alienado, alienante , alienadora, a máquina tem  um discurso  que faz parte de outro discurso  que é o discurso  da razão mecânica, Da razão  que empurra homens para frente das máquinas , que derramam, vomitam,  bens que poucos podem comprar . Cada vez menos! O discurso  que não é feito  de palavras , mas de  atos , repetitivos, mecânicos, robotizados . Atos que geram fatos, não geram homens. Que procriam  autômatos ma racionalidade  segura da " máquina nunca erra". A máquina é cria do Homem, o Homem é cria da máquina. Maquinalmente  centrada na  inexorável lei da  depreciação  da  superficialidade , da superfluoxidade . Dos supérfluos, deserdados, inúteis para a mãquina útil. So o Homem  falta, fraqueja, adoece, ou tem algum membro  decepado pela máquina, mais que depressa  é substituido  como quem substitui um parafuso.

Os homens que criaram  as máquinas  trabalham para homens que lhes pagam  um preço. O justo  preço para mante-los vivos e prontos para criarem  outras máquinas  mais pensantes , , mais inumanas , mais sobre humanas . Mas  estes homens trabalham  para uma coisa  que não tem  forma  só prédios, maquinário, dinheiro . São comandados de bem longe por outros homens sentados em frente á máquinas  que pensam por eles, que pensam neles , e que talvez um dia pensem que eles também são dispensáveis, supérfluos. Enquanto isso  eles vivem  pensando, mandando, amando  , discutindo, falando .Pensando  que são eles que mandam , gastando até muito mais  do que nossa Terra pode reproduzir. Amando quase como uma máquina. Discutindo os assuntos que a máquina quer  que eles discutam. Ao final , falando.

Mas falando sobre  um telhado de vidro!  
grotius
Enviado por grotius em 07/11/2006
Código do texto: T285129

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Sobre o autor
grotius
Santo André - São Paulo - Brasil, 61 anos
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