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ASSIM SÃO AS COISAS DO AMOR

Podemos considerar o Amor, como um sentimento
perfeito, ou será ele imperfeito?
Osculos e amplexos,
Marcial

ASSIM SÃO AS COISAS DO AMOR
Marcial Salaverry

A complexidade desse misterioso sentimento chamado AMOR, sempre provoca polemicas quando tentamos defini-lo.
Poderemos dizer que o amor é algo perfeito, ou é mais lícito defini-lo como algo imperfeito?
Será apenas mais uma maneira de tentar definir essa coisa tão desejada, mas nem sempre alcançada, que é o Amor.
Parece coisa de doido, pois o que mais se fala é nas maravilhas do amor, e agora vamos descobrir que ele é imperfeito. Na realidade, se fosse perfeito, fácil de ser conseguido, de ser analisado, seria algo insosso e sem graça. O real gosto está no mistério que o envolve.
Vamos tentar esclarecer.  Inicialmente vamos pedir uma ajuda a um certo Oscar Wilde, que disse algo muito interessante, e que pode aumentar a confusão. Vejamos...
"A felicidade de um homem casado depende das mulheres com as quais não se casou”.
Ainda não conhecia essa frase desse garoto, mas é muito interessante, pois dá margem a muitas interpretações.  Analisemo-la.
Antigamente era um expediente muito usado. Os homens tinham suas esposas em casa, muito bem comportadas, perfeitas donas de casa e mantinham suas amantes fora de casa, as famosas "teúdas e manteúdas".  Tais fatos não são segredo.  A história apresenta muitos casos desses.  A Marquesa de Santos que o diga...
A felicidade conjugal desses homens dependia sempre da satisfação sexual obtida fora de casa, pois suas esposas eram educadas somente para "servi-lo" quase como escravas de luxo.  Tomavam conta da casa, cuidavam de seus afazeres, e eventualmente eram chamadas a "servir o senhor", e o faziam como alunas aplicadas do que tinham aprendido, ou seja, sequer imaginavam que poderiam sentir prazer com “aquilo”. Limitavam-se a permitir que seu amo e senhor usasse seu corpo para sua satisfação pessoal, pois,  como haviam sido educadas apenas para tomar conta de seus lares, não conheciam as "artes do amor".  Isso ficava por conta das "damas da noite", como eram chamadas na época.
Isto era antigamente, em priscas eras.  Atualmente a situação é outra, pois agora as mulheres são mais participativas, não se submetem mais às humilhações de outrora. Sabem que podem ter prazer, e o querem.
Então a frase de Oscar Wilde perdeu o sentido? Não totalmente, mas a conotação é outra.  E a frase pode ser um pouco modificada para: A felicidade das pessoas casadas depende das pessoas com as quais não se casou.
Com isso quero dizer que é muito válido que se viva antes de se casar, que se conheça outras pessoas.  Assim, quando encontrar "aquele alguém" com quem resolver unir os destinos, saiba-se o que está fazendo.
Assim, verificamos que nosso amigo Wilde sabia o que dizia, e que ainda agora suas palavras encerram uma verdade enorme.
A felicidade de um casamento vai depender da vivência que ambos tiveram antes do casamento, e da certeza que os levaram a fazer a escolha certa.
Antigamente as pessoas quando se casavam, mal se conheciam.  Mal conheciam a vida, os segredos da vida.  A educação era super rígida.  Para as mulheres então, o único objetivo era a educação doméstica.
E a reprodução da espécie. Sexo, nem falar.  Era pecado.  Era vergonha. O único objetivo do sexo era gerar filhos. Crescei-vos e multiplicai-vos. E, claro, só de vez em quando.  Quando fossem chamadas para cumprir com suas obrigações de esposa. E seus corpos que tentassem entender certos estranhos desejos.
Para os homens restava o "desafogo" fora de casa.  Daí nosso amigo Wilde ter citado esse fato com muita propriedade, aliás.
Hoje em dia, vocês hão de concordar comigo que, com a ligeira modificação feita, a frase continua tendo muito sentido.
 A felicidade de um casamento depende então, do que se viveu antes, e, com base nessas experiências pode-se saber que a escolha feita foi a certa.  Então, "a felicidade de um casamento depende das pessoas com quem não se casou", mas que passaram pela vida, proporcionando as experiências suficientes que vão permitir a um casal chegar à conclusão de que fez a escolha certa, e ter perfeito conhecimento de que essa escolha foi realmente certa.  Certo?
Essas experiências, que vão permitir definir a diferença entre os amores vividos em que só houve atração física, em que só houve conjunção carnal, para aquele, em que há também e principalmente a união espiritual, é o que realmente conta para a felicidade do casamento.
Bem, com essas e mais outras,  desejo a todos UM LINDO DIA.
 
Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 08/11/2006
Código do texto: T285428
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 77 anos
19860 textos (1963147 leituras)
3 áudios (855 audições)
6 e-livros (2134 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 07:38)
Marcial Salaverry