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Dores da alma

Refletia sobre algo que li em um livro, sobre a relação do amor com o ódio. Diz o livro que enquanto não deixarmos de odiar alguém, é porque ainda o amamos. Remoemos indefinidamente nosso rancor, nosso ressentimento, não perdoamos, não superamos. Esses sentimentos geralmente são provocados pelo abandono, pela traição.
Nos regozijamos dentro do nosso sofrimento. Não desejamos sair desse sentimento do qual nos alimentamos doentiamente, muitas vezes, por décadas. Nem mesmo a morte consegue redimir o faltoso, junto a nós.
E, enquanto alimentamos esse sentimento destrutivo, nada conseguimos construir. Não nos sobram energias para desfrutarmos de novos sentimentos. Ainda que eles aconteçam, sentimo-nos culpados por nos sentirmos felizes e conseguimos arruinar novas relações, por que não nos permitimos desprendermo-nos do sentimento que ainda nos liga ao desafeto.
Assim, pensei na energia dispendida nessa vibração tão dolorosa, tão inócua ao outro e tão daninha para nós mesmos. Lembro de uma frase bastante popular : “Ressentimento é como tomar veneno e desejar que o outro morra.”
Tento atualmente policiar-me mais, mantendo-me atenta aos sentimentos que permito abrigar. Varro da mente as vibrações que possam agir de forma negativa sobre minha organização física. Já colhi tempestades bastantes, para desejar substituí-las por brisas sutis, que me tragam apenas o perfume das flores e não a destruição daquilo que com tanto esforço consegui construir, tanto no plano emocional, como no físico e espiritual.
Vale a pena tentar essa transformação íntima. (08/11/06)

Vitoria Lerinha Haubert
Enviado por Vitoria Lerinha Haubert em 09/11/2006
Código do texto: T286141

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Sobre a autora
Vitoria Lerinha Haubert
Sapiranga - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
266 textos (18685 leituras)
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Vitoria Lerinha Haubert