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FELIZ. PARECE ESTRANHO? TENTA.


               Se alguém quiser achar que estou fazendo concurso pra santa, que ache. Se houver quem queira me considerar hipócrita, está no exercício pleno de seus direitos. Até porque o que acham de mim não muda um milímetro daquela que realmente sou. Além do que, como dizem os antigos, quem muito acha , está completamente perdido.
Eu, do meu lado, me esforço em não achar nada, até porque acho melhor não procurar, porque – clichê, de novo – quem procura, acha. E acha até o que não procurou, como, por exemplo, chifre em cabeça de cavalo.
 
               A verdade é que a felicidade dos outros me deixa feliz. Fico feliz em saber que um amigo encontrou seu jeito de ser feliz. Fico feliz em saber, ainda que por outros, que alguém a quem amei ou tive uma grande afeição, encontrou felicidade em outros caminhos que não passam pelos meus. Fico feliz em saber que os meus ... vamos chamar desafetos, que soa melhor, estão felizes e tendo sucesso em suas vidas, ainda que tenham passado por cima da minha. E agradeço ao Todo Poderoso e Administrador Geral deste mundinho estragado em que vivemos, tenha me feito assim. Feliz pela felicidade alheia. 

               Sou feliz porque, mesmo que não me entendam ou me achem um tanto quanto complicada, tem um bocado de gente que acha que sou até perfeitinha. Como na música, “complicada e perfeitinha”. 

               Sou feliz porque, na minha complicação e eterna mania de entender o mundo (sem muito sucesso, devo confessar), consigo, na pior das hipóteses, entender a mim mesma, coisa que, convenhamos, boa parte da humanidade não consegue. Muito menos se for complicada, como me acham. 

               Eu não acho. Se sou complicada, sou uma complicada feliz. Ainda que com a felicidade alheia, coisa que muita gente normal, “espiritualizada”, “iluminada”, não consegue e, de quebra, ainda fica pdavida quando alguém está feliz. Aquela coisa do tipo “porque ele consegue e eu não?”. A resposta é simples. Você está vivendo para o mundo. Eu, para mim mesma.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 09/11/2006
Código do texto: T286529

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai