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BEM SACADAS

Outro dia recebi um e-mail, desses que você lê e se diverte, ou se irrita (com esse me diverti), um “pps”, cujo título é “Perolas Nacionais” e fiquei pensando cá com meus botões: existem pessoas que possuem algo de especial, uma verve sarcástica..., uma percepção do cotidiano..., um... sei lá o que.

São pessoas que zombam com inteligência e espirituosidade de tudo e de todos, em situações que passariam despercebidas ou irritariam a maioria dos mortais.

E o que é melhor: dizem verdades que, por serem verdades, desafiam o tempo e tornam-se expressões que podem ser utilizadas em circunstâncias diversas das imaginadas pelo autor. Exemplo: na atualidade política, com tantos desmandos e podridão, poder-se-ia repetir o que Stanislau Ponte Preta disse décadas atrás, sem medo de se sentir fora de época: “Quando estamos fora do Brasil dói na alma; quando estamos dentro, dói na pele.” Essa também é dele e, infelizmente, parece ser eterna: “A prosperidade de alguns homens públicos no Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento”.   Ou, talvez, utilizar expressão do Barão de Itararé: “O Brasil é feito por nós. Só falta agora desatar os nós.”, afinal de contas, quando nosso governante era outro, Carlito Maia, petista de carteirinha, sentenciou: “Brasil? Fraude explica.”.
 
É verdade, é verdade, fazer piada com política no Brasil é relativamente fácil, afinal entra governante, sai governante e as coisas não mudam. Mas não é só na política que a zombaria encontra campo fértil para esses perspicazes observadores do dia a dia e da espécie humana.

Max Nunes, por exemplo, notou que: “Os homens mentiriam muito menos se as mulheres fizessem menos perguntas”.  Já Nelson Rodrigues observou que “Nada nos humilha mais do que a coragem alheia”.

Para os que gostam de tomar umas e outras, a verdade do poeta é insuperável: “O uísque é o melhor amigo do homem. Ele é o cachorro engarrafado”. Essa nem precisa dar o nome, vocês já adivinharam que o autor é o Vinícios de Moraes.
Dentre tantas do Millôr Fernandes, uma merece destaque: “A Academia Brasileira de Letras se compõe de 39 membros e um morto rotativo”.

É isso aí amigos. Não fossem essas pessoas e suas sacadas sarcásticas e a vida seria mais azeda.

Ousaria dizer que o sarcasmo bem empregado é uma das coisas boas da vida, especialmente para se mostrar o real, ante algumas situações que nos apresentam como verdadeiras. Não é a primeira, a segunda ou a terceira, pois como disse o saudoso Stanislau Ponte Preta “Das três melhores coisas da vida a segunda é comer e a terceira é dormir”.  Já a primeira... Bem, a primeira todos nós sabemos qual é.
Hegler Horta
Enviado por Hegler Horta em 20/11/2006
Reeditado em 24/11/2006
Código do texto: T296590
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Sobre o autor
Hegler Horta
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 70 anos
153 textos (6823 leituras)
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Hegler Horta