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Encaminhar para todos...

Tenho um defeito que tento corrigir, mas de vez em quando ele aflora com toda força. Sou muito crítica. Tento me controlar, mas a freqüência com que certas coisas são repetidas, me tira do sério.
Diariamente, quando abro minha caixa postal, há inúmeras mensagens que já devo ter recebido centenas de vezes, nesses cinco anos que uso a Internet. Vejo o título e deleto. Muitas vezes já comentei com amigos, que as pessoas em geral, esquecem que dos nossos contatos, muitos são comuns entre si, portanto não há porque lhes enviar certas mensagens. É assim, que muitas que eu enviei, voltam a mim, através de contatos que a receberam de mim.
Isso se chama impessoalidade. Recebem a mensagem e automaticamente, a repassam a todos os contatos. É falta de delicadeza.
Recebo muito lixo e aí me penitencio. Quanto lixo repassei também, nesses cinco anos.
E as mensagens catastróficas? Como a da coca light e bala Menthos? E aquela mostrando a aplicação da pena de uma criança, adultos segurando seu bracinho, enquanto foto por foto, um carro passa sobre ele? Sinceramente, já não vivemos muito bem, para quê entupirmos nossos computadores com esse tipo de mensagem? Essas notícias, assistimos na TV, lemos nos jornais.O fato delas rodarem pela Internet, não modifica nada, pessoa nenhuma. São atitudes reais que poderão modificar esses costumes bárbaros.
Repassamos mensagens, como se fosse obrigação, ou porque tememos as conseqüências, conforme avisos que vêm com elas. As famosas correntes. Também não é necessário repassar somente mensagens tipo água com açúcar, mas ter um pouco de discernimento, é bom, é adulto.
Ah, mas tem também aqueles que ao invés de simplesmente encaminharem a mensagem, encaminham-na como anexo. Quando pensamos abrir para lê-la, começa o martírio. Abre uma, mais uma, mais outra. Já recebi e-mails que a mensagem estava no quinto anexo. Pior ainda, em cada anexo, dezenas de endereços. Um acepipe para quem gosta de aumentar as listas de contatos.
Parece divertido, mas não é. Penso nas inúmeras pessoas, dentre nossos contatos, que são profissionais, ou que usam caixa-postal no trabalho. Há aqueles que abrem cada mensagem que recebem, por uma questão de delicadeza, de carinho com os amigos, mas acabam perdendo tempo precioso, verificando inutilidades de muitas pessoas que usam a Internet como passatempo.
O mal de tudo está sempre no abuso que praticamos ao usar. Devemos adotar critérios mais sérios, mais responsáveis com relação à Internet. Usarmos a sensibilidade, não o sensacionalismo, analisarmos as mensagens que repassamos e pensar nas pessoas à quem as repassamos. Acredito que conseguiríamos ter um universo virtual mais limpo.

Vitoria Lerinha Haubert
Enviado por Vitoria Lerinha Haubert em 21/11/2006
Código do texto: T297111

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Sobre a autora
Vitoria Lerinha Haubert
Sapiranga - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
266 textos (18685 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 18:00)
Vitoria Lerinha Haubert