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Ah! SE EU....




Aquele dia foi e sempre será inesquecível na minha vida. Tudo parecia normal até eu ser surpreendido pela beleza e perfeição feminina que mais parecia a perfeição de uma madona. A estranha mulher aproximou-se sem eu ter percebido a sua presença. Quando o meu instinto me fez despertar, de tão absorto fiquei, que não ouvi as frases que saiam da sua maravilhosa e torneada boca a me fazer uma pergunta. A sua beleza era a autenticidade de uma obra feita por um grande artista. A maneira de andar me encantou de tal forma, que foi necessário que a mesma me fizesse a pergunta pela segunda vez pois, para que assim eu pudesse entender que a mesma queria uma informação de onde ficava um determinado endereço.
Em seguida, depois que lhe dei a informação, aquela beldade afastou-se, sem mesmo se aperceber de que eu ficará naquele lugar, ainda boquiaberto, enquanto a sua exuberante  silhueta a cada momento se distanciava ainda mais de mim.
Os dias se passaram enquanto  as lembranças daquela mulher ainda continuava a residir  em minha sonhadora mente. Quem é aquela criatura linda, maravilhosa e que tanto abalara o meu ser, fazendo com que o meu coração tremesse além do normal? Eu nada sabia nada dela, até aquele dia em que eu ficara em casa e, da sacada, parecia algo inacreditável notei que a mesma era a minha vizinha; deixei de subir os lances das escadas do meu bloco e comecei, qual um ritual, adentrar ao meu prédio, pelo bloco que fica na frente e, tudo aquilo, a fim de ter uma vaga certeza ou ilusão de vê-la novamente e, para a minha surpresa, quase a derrubei quando a ela subia os degraus com duas sacolas penduradas. Nos esbarramos e fiquei desconcertado, sem jeito, enquanto lhe pedia mil desculpas quando ela, ainda rindo, perguntou-me se eu poderia ajudá-la  em vez de ficar daquele jeito, qual “um dois de paus.” Depois do vexame, ri e ela com um riso ainda resplandecente  acompanhou meu riso, fazendo com que eu ficasse menos trêmulo.
Imediatamente peguei as duas sacolas e nem mesmo perguntei-lhe qual andar  ou apartamento. Apenas lhe segui e quando entramos no seu apartamento, ela me falou seu nome, e recebi um muito obrigado, se eu precisasse  de algo, poderia contar  com ela e no final, ouvi frases que pareciam ser proferidas por uma voz angelical que disse um “você é muito gentil”.
Não consegui dormir durante toda a noite.
Os dias se passaram e, como que golpe do destino, tudo na minha vida tinha mudado; se antes eu demorara vários dias na esperanças de saber o seu nome, onde morava, ou do que mais gostava;  depois daquele data, eu sabia muitas coisas dela; do que gostava...enfim: tudo ou quase tudo. E aquilo parecia fantástico pois, aquela visão era por demais fascinante. Eu poderia manipulá-la se assim desejasse mas, não... algo de extraordinário aconteceu no meu recatado “mundo”. Uma linda cena; Eu  parecia invadir a sua privacidade pois, pude ver seu vestido; sua calcinha... e comecei a  imaginar tantas coisas...
Seu corpo fazia movimentos incríveis; pois o vestido foi, aos poucos, caindo, levado pelo vento que fortemente soprava; seu sutiã... hummmm que delícia pois, também foi ao chão e, por último, sua calcinha de cor  preta que, também, como que a fazer parte de um conjunto, também foi unir-se ao solo onde verdejante capim contrastando com a cor da sua pele e ainda mais da sua minúscula e delicada roupa íntima. E eu.... bem eu... Eu sei quase tudo da sua vida... onde mora, seu nome e do que mais gosta mas, não pude me oferecer para ajudá-la a colher AS PEÇAS QUE DESPENCARAM PELO AÇOITE DO FORTE VENDAVAL QUE DEIXARA VAZIO O VARAL!!!




Este trabalho está registrado na Biblioteca Nacional-RJ
carlos Carregoza
Enviado por carlos Carregoza em 22/11/2006
Código do texto: T298008
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Sobre o autor
carlos Carregoza
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
102 textos (5968 leituras)
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carlos Carregoza