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Um dia em que a sentimentalidade* venceu

Além da impaciência, típico de quem está ‘esperando’ é ficar sentimental, por vezes demais. Não gosto, brigo comigo até, para não falar tão abertamente sobre mim, ainda mais na Internet, que nada de reservado tem. Abro exceção hoje, sem medos, só por estar sentimental.

E fiquei ainda mais depois de ler o post da colega Isolda Herculano, ‘Sentimental’, que fez parte da habitual armadura desabar. O texto trata do desejo de ser mãe e do medo de que seja tarde demais. Meu Deus, ela só tem 27 anos! Nesta idade havia tanto para eu desbravar, filhos estavam fora dos planos e encontrar o parceiro certo, utopia. E pensando sobre isto, e nas voltas que o mundo dá, criei coragem e comentei o texto da colega:

“Oi, Isolda, penso que há uma enorme diferença entre querer ter filhos 'podendo' e querer 'não podendo' ter. Estou à beira dos 38 e esperando meu primeiro filho, sem neuras, pois encontrei minha cara-metade depois dos 30 e só agora conseguimos engravidar. Fico feliz que nosso bebê seja fruto de um grande desejo e está sendo aguardado com muito amor. Nem toda mulher tem vocação para ser mãe e, nestes casos, se ela puder engravidar, melhor mesmo é evitar. Mas isto, só ela mesma para decidir, ninguém mais. Quando eu era mais jovem, ainda sem uma profissão definida ou um parceiro de verdade do lado, alguém com quem pudesse contar, também pensava e dizia que não queria ter filhos, pois mãe solteira não queria ser (cresci sem pai e senti muita falta). Quando quis ter, descobri que não seria tão fácil engravidar. Pois bem, tudo tem seu tempo. Importante é tapar os ouvidos às opiniões alheias e deixar o corpo e o instinto nos levarem, se assim quisermos, claro. Corajoso este texto. Reluto em falar tão abertamente sobre mim, ainda mais num ambiente aberto, mas trocar experiências por vezes é muito gratificante. Deixe rolar. Um abraço fraterno!”

E que fique aqui o registro de um dia em que a sentimentalidade* me ganhou, um dia em que me permiti estar, como na canção de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, interpretada por Altemar Dutra, sentimental demais.

São os hormônios, só pode ser!

SENTIMENTAL DEMAIS (2)

Sentimental eu sou
Eu sou demais
Eu sei que sou assim
Porque assim ela me faz

As músicas que eu
Vivo a cantar
Têm o sabor igual
Por isso é que se diz
Como ele é sentimental

Romântico é sonhar
E eu sonho assim
Cantando estas canções
Para quem ama igual a mim

E quem achar alguém
Como eu achei
Verá que é natural
Ficar como eu fiquei
Cada vez mais
Sentimental.


* De acordo com meu dicionário raquítico, o substantivo é sentimentalismo. Em meus textos (pretensamente) literários, dou-me o direito de brincar, não resistindo muitas vezes em corromper levemente a língua, mas só de leve, devagar. Se assim não fora, mataria eu, nestas ‘letripulias’, 90% do meu prazer em escrever. Grata pela compreensão.

(1) Blog da Isolda:
http://isoldaherculano.blogspot.com/2011/06/sentimental.html
Isolda Herculano também escreve aqui no Recanto:
http://www.recantodasletras.com.br/autores/isoldaherculano
(2) Fonte:
http://letras.terra.com.br/altermar-dutra/44109/


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Não sigo o novo acordo ortográfico em Língua Portuguesa. Se deseja reproduzir este texto, no todo ou em parte, favor respeitar a licença de uso e os direitos autorais. Muito obrigada.

Helena Frenzel
Enviado por Helena Frenzel em 06/06/2011
Reeditado em 08/06/2011
Código do texto: T3017104
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Helena Frenzel
Alemanha
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