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CHOVIA

A cidade se cobria com uma nuvem branca de pingos tão pequenos que atrapalham a vista. O horizonte  se aproxima, tingindo  os prédios marrons com a mesma láctea  cor. As ruas ; onde automóveis passam protegendo  seus ocupantes  dos outros passantes  , transeuntes , vai lentamente  adquirindo uma cor  mais escura, negra como  as rodas  que deixam borracha pelo chão . Pessoas  andam  apressadas , outras mais lentas .Passarinhando . Os faróis acendem  e piscam . O risco  é maior- fala a mãe  preocupada . A criança se solta , mas como animal  amestrado  estanca  na esquina á espera  da luz verde  do homernzinho  que anda. A vida segue  seu ritmo. Uma ordem maluca que agora comanda o mundo.

Só para ela  esta lógica não cabe mais! Anda dentro do rebanho  bovino de seres de dois pés . Sabe como se proteger  dos carros, se considera  ágil com seu corpo  de criança- mulher . Veste-se com pouca roupa- dinheiro não tem - como pouco , recém  saída  da escola - onde mal  terminou  o primário. Tem dois filhos , que por descuido, amor , prazer ou  puramente sexo , trouxe a este Mundo. Hoje não estão mais com ela, a Assistência Social os levou .Por isso anda sem rumo, tentando ver  nos outros pequenos de sua vida  mal vivida , passeiam , vivem  , malabarizam  em espetáculos semafóricos ,  ou se alimentam  de ilusões  sapateiras . Em breve poderão estar em casas de alvenaria, com bons pais e estudo.

Deixou longe seu filho menor.Uma vizinha se comprometeu a tomar  conta do pequeno. Saiu á procura de emprego, qualquer um , seu corpo de driança- mulher-mãe esta pronta para qualquer tipo de trabalho.

Seus pés  a trouxeram para  junto de uma agência de mepregos. Logo ali, do outro lado da rua . Começa a atravessar , imaginando que logo terá um emprego. Um carro a atinge e não ´resta socorro- ele não pode perder  tempo com este problema de somenos.

Ela ficou lá, no chão derrubada . A última imagem , estranhamente  foi de um tufo  de capim  e uma flor  pequenina, pintada de sangue.
grotius
Enviado por grotius em 28/11/2006
Código do texto: T304295

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Sobre o autor
grotius
Santo André - São Paulo - Brasil, 61 anos
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