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Ignorância, felicidade, sabedoria, tristeza.

Se nós acordássemos e experimentássemos um total sentimento de tristeza? Dentro do qual estaríamos mergulhados de alegria e não sentíssemos nenhuma tristeza. Estaríamos tristes por não percebermos que não existe alegria. Não existe o mundo em que vivemos. Não existe nada.
Estaríamos condenados então a vagar por dentro de nossa tristeza. Numa profunda alegria e sempre enganados da verdadeira natureza. Andaríamos sem perceber que o que nos faz mal é, ao mesmo tempo, o nosso conforto. E tanto felizes, quanto infelizes, não saberíamos se estaríamos vivendo ou apenas fingindo.
E estaríamos imersos nesse êxtase paradoxal em tamanha profusão que não nos conheceríamos. Conheceríamos sim aqueles que nos foi feito acreditar. Aquele que esta feliz e não sente mais nada alem da pura felicidade. Saberíamos que estávamos tristes mas ignoraríamos.
Ser feliz e ignorar, ser triste e saber. Qual das opções escolheríamos? Qual das opções nos satisfaria mais?
Ignorar, ser feliz, ralar, ser feliz, suar, ser feliz.
Pensar, ser triste, raciocinar, ser triste, enfim ser triste.
Não saberia qual das opções nos satisfaria mais. Pois ao escolher e abraçar a felicidade saberíamos que estaríamos ignorando, ou melhor não saberíamos e por isso a nossa felicidade. Se começássemos a pensar e raciocinar, veríamos a tristeza pura a nossa volta.
Enfim ao pensarmos em sermos felizes e raciocinarmos em driblar a tristeza. Em acabar com ela, estaríamos ultrapassando o que conheceríamos como os limites. Transpor os limites é transcender ao impossível. Limites servem para ser quebrados, se não o fossem não seriam limites. Mas estaria você mesmo predisposto a quebrar um limite? São tão poucos que enfrentam uma jornada através de sabedoria, do esforço, enfim da tristeza. Para quebrar um limite estaria disposto a abraçar a infelicidade?
Nunca pensamos em coisas que não podemos imaginar, não conseguiríamos imaginar a tristeza em plena felicidade total. Não saberíamos o que é essa tal de tristeza, nem sequer nos lembraríamos de seu nome.
Como ser feliz hoje em meio do caos total? No fim do dia sempre queremos o que não conseguimos. Sempre abraçamos a tristeza. E nem com isso ficamos sábios. Pois repetimos as mesmas ações todos os dias. Somos imersos em trevas e caos todos os dias e nem sequer sabemos o que é a felicidade. Não aprendemos com nossos erros se não sabemos que erramos. Então não sabemos que somos infelizes até percebermos nossa felicidade. E nunca saberemos que somos felizes, pois a tristeza bate a nossa mente todos os dias antes de dormir.
Tristeza, felicidade, sabedoria e ignorância, não andam atreladas umas as outras, mas comungam de um lugar único em nossas vidas como sendo o centro e a periferia do que desejamos, do que queremos para elas. Tendo uma combinação única entre elas, nunca poderemos saber com quem estamos ou quando estaremos, pois não somos sábios o suficiente para reconhece-las e somos ignorantes o suficiente para pensarmos que as temos.
leandroDiniz
Enviado por leandroDiniz em 02/07/2005
Código do texto: T30439
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Sobre o autor
leandroDiniz
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
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leandroDiniz