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Escolhas


Existem alguns momentos em nossas vidas em que tomamos determinadas escolhas que vem trazer grandes ou pequenas mudanças em nossas vidas, estas mudanças podem trazer grandes momentos bons como momentos ruins, mas o importante é que traga algo de bom, que seja pequeno, mas que traga, pois até mesmo nos piores momentos encontraremos coisas boas, mas o importante é ver os lados, analisar os fatos e fazer as coisas acontecerem. Bem, vamos pelo caminho escolhido, ou seja, o casamento, eita caminhosinho complicado, as pessoas esquecem que se casa a união é de duas pessoas não da família, pois casam fazem festa (dependendo do esforço proposto pelo casal ou até mesmo pela família) que seja uma festa simplória e esquecem que depois do casamento eles têm de ir para seus cantos e começar uma vida a dois de inicio, se bem que hoje já começa com três e se forem mais apressados quatro, mas enfim, o importante é que devem constituir seus caminhos sejam bons ou ruins, casas boas ou próprias, casas ruins ou alugadas, casas boas ou, emprestadas mas tem de viver lá, cuidar lá de seus rebentos e vir sim, fazer visitas e mostrar que seus rebentos estão lindos, educados ou não, que estão inteligentes ou não, mas o mais importante é que venham passear, pois cada um escolhe seu caminho. Isto tudo para dizer uma única coisa, eu decidi ficar solteiro, não quis casar nem constituir família afinal, não consegui me sustentar ainda moro com meus pais, não comprei minha casa, não tenho meu próprio carro, não tenho nem minha formatura, eu com meus 36 anos recém completos, não me sinto na necessidade de calar a sociedade, pois ela te cobra, se não se casou é porque você não teve capacidade de encontrar alguém legal, é veado, e enfim todos os adjetivos concervadorista que possa surgir nos vocabulários das pessoas, que pena, nunca questionam o por quê? Só que sou uma pessoa que não tem necessidade de explicar, mas a necessidade de desabafar, trazer a tona que já sei que casamento é muito bom, ter alguém para conversar, trocar idéias, brigar e depois de uma pequena discussão, cair na cama e fazer amor, pois aí sim fazemos amor, sexo é conosco solteiros, que não tem compromisso. Sei também que não existe maior presente que um filho ou filha, mas o que importa é o presente. Este sim é o mais complicado no casamento, temos de aprender a rebolar e dedicar tempo para nossas duas pessoas, ou seja, marido e ou esposa, e o filho, mas o filho sempre ganha, tantos amigos casados reclamam de que estão fazendo amor e param no melhor pois o filho chora e a mulher nem quer saber, ela simplesmente para e enfim complica e já sei bem que não quero isto para mim, se for tem de ser até o final, errados? Não cada escolha é um presente que recebemos e automaticamente perdemos alguns “privilégios” mas nada de que com o tempo não aprendemos a suplantar. Enfim, acabamos tendo um tempo curto e mais complicado afinal aumentam as necessidades das crianças e assim fazem com que tenhamos de cuidar e correr atrás do futuro deste, mais nossa subsistência, complicado, não, com certeza não, mas sim escolha e as pessoas não estão vendo por ai, é mais fácil dizer que separam e será que sabem que não separam somente as pessoas? Já tem tanta gente envolvida que bem, nem sabem ao certo (nem dá tempo de saber qual o grau de envolvimento que as pessoas tem) se podem ser considerados uma família, ou uma sociedade, é algo estranho e o pior e onde tenho direito do desabafo. Não escolhi casar e ainda assim tenho “obrigação” de vigiar os rebentos de meus irmãos, tenho a necessidade de me excluir, pois o irmão, irmã tem lá seus problemas e trazem para a avó olhar e enfim invadem a minha liberdade, é justo? Será justo eu que já não quis constituir família ter de aceitar isto? Será que algo está errado? Não entendo muito isto pois, quando eu era criança nunca fui a casa de minha avó pois meus pais tinham de ir ao médico, ao supermercado, ao teatro, muito ao contrário, não foram mais ao teatro depois que eu nasci, mas eles decidiram, agora, é justo eu não ir ao teatro pois eles deixaram o rebento na casa de minha mãe com uma enxaqueca infeliz? Não. Eles (avós) se sentem com tempo curto e tem de aproveitar os seus netos e nós que decidimos ficar solteiros, temos de aturar as gritarias, a falta de educação e entrar quando estamos estudando, tipo até mesmo quando estamos escrevendo este desabafo, afinal ela corre e temos de tomar cuidados para não passar com as rodinhas da cadeira em seu pezinho que teima em estar grudada em nossos colos, mas enfim, de quem é o erro, dos pais? Nossa de decidir ser solteiro ou ainda de nossos pais (avós)? É complicado, mas posso garantir que tenho de desabafar afinal respeito é algo faltante em nosso mundo eita século XXI, será que educação é algo inaprendível? Será que devemos entender que a falta de tempo está mudando hábitos e costumes? Não sei bem se este texto serve para você que é casado, para nós que somos solteiros, ou ainda para os avós o importante é que devemos todos cuidar para não invadir o espaço alheio, afinal cada um faz suas escolhas e muitas vezes as escolhas são pessoais e tem um fator muito simples “liberdade”. Pensem nisto e com certeza verá que a sua liberdade é sua escolha e tem lá suas cargas boas ou ruins e as escolhas dos outros também tem lá seus pontos de vista seja bom ou rim o que importa, não é a escolha e sim se você aceitou suas escolhas assumindo tudo o que a acompanha.
Texto de Nilton Cesar Dantas
Estudante do Curso de Letras da Faculdade Bandeirantes 3º Semestre 2005.
Contista
Enviado por Contista em 05/07/2005
Código do texto: T31412
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Sobre o autor
Contista
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 47 anos
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