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PAPEL HIGIÊNICO
 
Papel Higiênico: Não entendo porque esse papel leva o nome de higiênico. Na fabricação não há nada de tão higiênico uma vez que não é usado para limpar a boca. Se for quanto ao uso, não faz limpeza ou higiene nenhuma, pois na verdade só espalha.  Não é possível olhar lá trás, então ninguém pode dizer o contrário com certeza absoluta.
 
Se em qualquer situação que seja pisarmos descalços em fezes humanas correremos para lavar os pés sucessivas vezes dando a impressão que os pés nunca ficam completamente limpos. Porém, quando as pessoas vão ao banheiro fazer aquilo, que é tão comum e rotineiro a todo ser humano, usa o famoso papel higiênico. 
 
Sendo bem realístico esse procedimento de passar o papel não limpa direito é nada, de forma nenhuma. Se passar papel fosse solução não precisaríamos usar esponja, sabão e muita água, para lavar louças com resíduos de algo tão saudável e muito mais limo que fezes, que é a nossa comida.
 
Ninguém suporta comer num prato mal lavado ou guardá-lo com resíduos mínimos de comida.
 
Seria muito mais racional que todo banheiro fosse provido da famosa ducha higiênica e também do papel, mas um papel mais resistente como o papel toalha, por exemplo, que seria destinado apenas na secagem.  Talvez um dispositivo de secagem por calor fosse mais apropriado ainda, desses que já existem em muitos banheiros públicos, os quais ligam automaticamente ao aproximarmos as mãos.
 
Para fins de secagem glútea a instalação dos secadores deveria ser reavaliada (altura e quantidade), se apenas uma unidade por sanitário ou um secador coletivo.  Talvez fosse um pouco estranho, as pessoas se dirigirem de quatro na direção do secador e ficarem em fila indiana.  O ideal mesmo seria um por sanitário, instalado bem ao lado do vaso. O obreiro depois de concluída sua defecação e respectiva lavagem com a ducha se deslocaria levemente para a direita e automaticamente receberia aquele vento quente que secaria sua região anal e glútea. Sentiria uma sensação agradável de higiene e bem estar. Alguns até iriam ficar mais tempo que o necessário. Não poderia ser muito quente, a fim de evitar queimadura escrotal nos homens.
 
Para ficar melhor ainda a ducha poderia ser provida de um dispositivo que esguichasse um sabonete ou detergente líquido bactericida, ao mesmo tempo em que liberasse a água, dessa forma teríamos a lavagem e assepsia simultâneas.
 
O ser humano é tão enjoado e até fresco com tanta coisa banal, mas na hora de ir ao banheiro usa um procedimento tão primitivo e pouco higiênico como o uso do papel higiênico.
 
Muitas vezes o apresentador Ratinho usou o termo freada de bicicleta, para ilustrar como fica uma roupa intima, seja uma cueca ou calcinha, depois do uso do papel higiênico por pessoas mais apressadas.
 
- Deu nojo né?
 
Avaliando de forma mais profunda ainda, o papel higiênico é totalmente impróprio para esse fim: Sendo de segunda ele funciona como uma lixa, pois efetua uma abrasão no orifício anal, já o papel higiênico, como aquele entregue numa bandeja, como mostrado num antigo anuncio de TV, esse é macio demais e também não executa sua função de forma eficiente, pois pode desmanchar.  Não devemos esquecer as milhares de vítimas de hemorróida, que sofreriam bem menos se não necessitassem usar a abrasão do papel lixa.
 
Caso o uso do papel higiênico fosse mesmo a forma mais correta de limpar a buzanfã, deveria haver um tipo de papel para cada consistência de dejeto, assim teríamos: O papel extra-macio, o macio, o médio, o grosso e o super grosso. Os banheiros deveriam oferecer ao menos cinco porta-papeis com as devidas indicações:
 
Para dejetos líquidos
Para, semilíquidos
Para dejetos pastosos
Para dejetos consistentes
Para dejetos duros
 
Alguns fabricantes iriam até mais longe, criando variações desses papeis:
 
Papel aveludado; para pessoas sensíveis.
Papel reciclado; para pessoas preocupadas com a sustentabilidade.
Papel ondulado duro; para pessoas que não gostam de frescura, machões mesmo.
Papel cor natural do dejeto, para pessoas que ficam enojadas com o que sai de dentro de si.
Papelão extra duro, para pessoas criativas.
 
Pior ainda seria se no lugar do Papel Higiênico tivessem inventado o “Absorvente Anal”.
 
Haveria variações, com capacidade incrível de absorção de substancias pouco sólidas e semi-sólidas.
 
Da até pra imaginar as propagandas na TV:
 
- Nunca mais você precisará usar um banheiro público!
- Linha plus, absorve até 300grs! 
- Linha afrodisíaca, com formatos diferenciados.
- Multifuncional, absorve líquidos, sólidos e gasosos.
 
E os nomes então...
 
Os mais caros: Defecanto - Analuxo -Cúmplice - Coconforto - Merdalha de ouro
 
Os mais populares:  Fezão -  Ecunômico - Gluloso
 
 
 
Não, definitivamente essa não seria a melhor solução para a essa difícil e diária tarefa de higienizar o bumbum.
 
Talvez, se o povo fosse mais solidário poderia ser criada a limpeza comunitária, onde um limparia o do próximo, e dessa forma consegue ver o que está fazendo.
 
Em quase tudo a criatividade humana e a tecnologia estão presentes, mas o ato de expulsar os demônios, como já ouvi dizer, continua o mesmo, houve pouca evolução. Alias se o demônio tiver forma e cheiro deve ser parecido com aquilo. Então o negócio é expulsá-los mesmo.
Caramba!!! Nunca tinha pensado nisso, seguindo esse raciocínio poderíamos dizer que o vaso sanitário é a porta do inferno e o esgoto o inferno propriamente dito.
 
Voltando ao assunto:
 
Inventaram que o melhor é fazer sentado, mas porque sentado?  E porque o vaso sanitário tem um buraco tão grande se o anus é tão pequeno? O seu não é? Para que gastar dinheiro fabricando essas enormes esculturas de louça colorida? Por mais linda que seja sempre será usada para receber as fezes, o cocô, e não para por rosas.
 
Bastaria uma poltrona ou cadeira furada e nela acoplado um tubo auto-limpante.  Essa cadeira ou poltrona poderia ser normal, com uma pequena tampa, nem precisaria ficar no banheiro.
 
As calças deveriam ter zíperes atrás. Melhor ainda velcro, velcro na calça e velcro nas poltronas sanitárias, de forma que haveria uma vedação que impossibilitaria a dispersão de odores pelo meio ambiente.
 
Poltronas mais sofisticadas poderiam vir com suaves aspiradores de odor.
 
Os bancos dos carros poderiam ter esse mesmo tipo de poltrona. Ninguém ficaria mais apertado para ir ao banheiro.  Quem sabe uma tubulação levaria os dejetos para a combustão, criando o veículo movido à fezes. Talvez usando um processo de fermentação ultra-sônica, tudo viraria um gás combustível.  Os veículos passariam a ser uma extensão de nosso intestino e o escapamento seria praticamente o anus. Os carros com mais passageiros e mais bancos sanitários teriam uma autonomia muito maior, poderiam rodar 1000km sem abastecer.
 
As ações da Petrobras cairiam. 
 
...esse texto continua...  numa próxima diarréia cerebral....

Claudio Cortez Francisco
Enviado por Claudio Cortez Francisco em 11/08/2011
Reeditado em 11/08/2011
Código do texto: T3152807

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Sobre o autor
Claudio Cortez Francisco
Limeira - São Paulo - Brasil, 58 anos
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Claudio Cortez Francisco