Apresentação

“A arte de viver

É simplesmente a arte de conviver...”

Mário Quintana

Em uma das atividades que participo, por ocasião do reinício dos trabalhos, foi sugerido que cada um dos participantes fizesse sua apresentação, levando-se em conta as novas integrantes. Pensei que seria desnecessário fazê-lo, considerando que todas nos conhecíamos e que as novas, aos poucos iriam se integrando, visto ser mais difícil gravar o nome de todas e a profusão de informações passadas. Não cheguei a externar minha opinião e aceitei as argumentações da maioria.

Agora, verifico o quanto estava enganada. Muitas vezes pensamos “conhecer” as pessoas, mas na verdade isto não ocorre. Nos relacionamos com elas, convivemos determinados dias da semana, durante meses, até anos e não temos oportunidade de conhecer certos fatos que fariam entender melhor determinadas atitudes ou opiniões.

É bem verdade, que algumas pessoas têm mais dificuldades de se abrirem, de expressarem sentimentos. São mais tímidas. O grande número de pessoas e as atividades a serem desenvolvidas, dentro de um cronograma e num espaço de tempo determinado, impedem muitas vezes, que haja este estreitamento de relações, impossibilitando uma troca mais profunda e um conhecimento verdadeiro do outro.

Foi um momento muito importante, no qual foi possível cada uma falar de sua vida, suas preferências, suas dificuldades, sua família.

Confesso que fiquei muito tocada ao ver as dificuldades enfrentadas por aquelas pessoas que passaram ou passam por problemas de enfermidade na família e como elas se tornaram “voluntárias”, segundo suas palavras, no trabalho de superação das dificuldades, visando à agregação, manutenção da união familiar e promoção da felicidade de todos.

São pessoas que se dispuseram a se fortalecer para com isto fortalecer quem necessita de apoio. Só é possível dar aquilo que possuímos, portanto construindo um interior rico de sabedoria, de paz, de tolerância, de afetividade, torna-se possível dividir estes sentimentos e multiplica-los. A gratificação é ver o outro feliz.

Estas pessoas encontraram a felicidade, a paz, percorrendo caminhos tortuosos, difíceis, conseguindo extrair deles e de si mesmo o melhor. Conseguem extrair flores no meio das pedras, pois sabem contornar, driblar, superar obstáculos através de atitudes corajosas, de enfrentamento das situações, procurando mudá-las, ou aceitando o que não pode ser mudado, sem rancores e sem mágoas. São pessoas comprometidas em serem melhores e fazer o melhor.

É importante estarmos sempre abertos para conhecer verdadeiramente o outro, pois assim os relacionamentos serão mais verdadeiros.