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Dois Mundo

Dois Mundos:
Houve um curioso caso em que um estudante do último ano da faculdade de jornalismo foi a campo para realizar sua pesquisa para a tese final.
No dia de seu aniversário, sua namorada o presenteou com um livro (aliás era a coisa que ele mais gostava de ganhar), o livro era daqueles da seção de auto-ajuda, era algo assim: REFLEXÕES PARA UMA VIDA FELIZ, com certeza de um ‘autor-monge’ do Tibet ou do Nepal. De cara veio uma mensagem que realmente o fez refletir: “Uma vida feliz não depende de bens materiais, mas sim de uma capacidade de concentração, paz de espírito e meditação”. Nisso o estudante pensou que um tema desses poderia ser seu objeto de pesquisa. Após isso chega uma colega de faculdade que traz um daqueles livros de Crônicas Satíricas, em um dos trechos do livro havia o seguinte: “Não dá para entender aqueles autores de famosos ‘Best-sellers, como eles podem dizer que bens não têm valor algum? Lógico! Eles nunca precisaram acordar cedo, pegar o ônibus, passar o dia inteiro ralando e depois de um dia inteiro de estresse, dormir por apenas 5 horas e ter que fazer disso uma rotina. O dinheiro pode não comprar a felicidade, mas para a pessoa que trabalha e se cansa, pelo menos compra dias e dias de conforto e descanso...”, o futuro jornalista se decidiu quanto ao tema de sua tese. Quando ele já não esperava ninguém, um de seus professores que traz o livro “MUITOS COMPORTAMENTOS DO HOMO-SAPIENS”, o autor do livro em um certo capítulo (Comportamento do ser humano nas mais variadas classes sociais) mostra quatro tipos de comportamento:
1. Ser humano rico mas que sofre de uma forte crise: Esse é aquele que nasceu rico, tem tudo que quer, muitas fazendas , apartamentos em lugares como Martinica e San Francisco , só passa as férias em Paris, Mônaco, Amsterdã. Porém reclama de que a vida é uma catástrofe, que tudo está errado. Sempre quer estar depressivo e vive a base de tranqüilizantes.
2. Ser Humano rico que possui um temperamento com um toque de excitação acima do elevado: É um rico que esbanja seu dinheiro. Passa as férias em locais como New York ou em uma estação de esqui nos Alpes Suíços. Ou seja, ele só tem dinheiro e pouco estilo.
3. Ser Humano pobre não contentado e carregado de energia negativa: Esse ser humano joga praga em tudo e todos , odeia a pobreza e os pobre (quando é um), vive de mau humor, é um azar em pessoa e depois que tudo dá errado não entende o porquê e volta a se lamuriar.
4. Ser Humano pobre contentado e que se aproveita da situação para tentar viver bem: Ama um forró, um rádio alto, uma verdadeira MUVUCA. Vai as festas só para comer e desse modo vai aproveitando sua situação econômica pois não tem nada a perder.
Nota: Há muitos outros temperamentos envolvendo a questão das classes sociais, porém essas são as mais triviais.
Concluímos então que a natureza é muito controversa, dependendo do ambiente vivido.
 Passou essa festa e o estudante saiu em busca de pessoas de todas as camadas da sociedade. Alguns pobres diziam que gostavam de ser pobres, ricos odiavam ser ricos, outros pobres não podiam ouvir a palavra pobre que já amaldiçoavam o mundo, haviam ricos loucos por dinheiro, pobres contentados, ricos normais, pessoas de classe média, miseráveis, milionários, fracassados, vitoriosos, bem-sucedidos...
Então o jornalista em fim pode expor sua opinião: Pobre é pobre, todos possuem a mesma característica, a REVOLTA. A única coisa que muda é o humor, pois o pobre bem-humorado não suporta pessoas requintadas, não gosta de comida francesa, odeia música clássica; e assim demonstra toda a sua insurreição. Já o pobre mau-humorado expressa toda a sua subversão na primeira tentativa de comunicação.
O caso dos ricos muda, todos os tipos amam o dinheiro, o rico feliz, não cansa de mostrar isso nas suas excêntricas aparições. O rico deprimido só saberia o verdadeiro significado da palavra depressão quando ficasse sem o dinheiro.
O pré-jornalista viu que esses são dois mundos muito próximos que vivem em crise com o próprio ser. Por fim, são todos malucos esses que tentam questionar um assunto tão mutável.
Clujnapoca Santo
Enviado por Clujnapoca Santo em 06/02/2005
Código do texto: T3574
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Sobre o autor
Clujnapoca Santo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 25 anos
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Clujnapoca Santo