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O Filhote de Pardal

Você já viu um filhote de pardal?

Já ficou algum tempo perto dele?

É um ser tão frágil, que dá muito dó só de vê-lo bicando o chão insistentemente à procura de alimento e não conseguir engolir nada.

Ele só come se sua mãe, dona Pardoca, colocar o alimento na goela dele. Aí ele levanta a cabeça e abre o bico. Dona Pardoca praticamente introduz o bico na goela dele para dar-lhe alimento. Por que ela faz isso? Porque o pardalzinho tem o bico tão mole que não consegue segurar nada.

Mas... E quando ela não encontra alimento para dar ao filhote? Aí a coisa complica. E fica desespeperada!

Foi a cena que vi esta manhã, no quintal de casa. O pardalzinho gritava tanto, todo trêmulo, de asas abertas, a mãe deseperada procurava algo para ele comer. Ao me ver ela voou rápido, pousou no muro e de lá chamou-o insistentemente. Mas o pardalzinho não foi. Continuou no local, perto de mim, sem nenhuma noção do perigo - acho que é como uma criança que não percebe o mal que a cerca.

Somente depois de algum tempo o pardalzinho voou e subiu no muro, ao lado da mãe.

E eu, o que você acha que fiz depois de presenciar essa cena?

Esfarelei um pedaço de pão e o coloquei no quintal. Num instante, entre outros pardais e rolinhas, dona Pardoca alimentou pacientemente o filhinho dela.
José Guimarães e Silva
Enviado por José Guimarães e Silva em 03/03/2007
Reeditado em 21/03/2007
Código do texto: T400396

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Sobre o autor
José Guimarães e Silva
Pouso Alegre - Minas Gerais - Brasil, 63 anos
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3 e-livros (174 leituras)
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